A impressionante cultura da soja
Sexta, 03 de Março de 2017

Não é de hoje que a soja chama a atenção da humanidade. Já na China, a planta era tida como produtora do “grão sagrado” por servir de alimento ao povo, conforme registros datados de 2.883 a.C. Introduzida na Europa no final do século XV, não vingou pelo frio excessivo, nos Estados Unidos chegou por volta de 1850 e no Brasil em 1882, ambos como forragem animal. Mas foi a partir da década de 70 que deslanchou como alternativa econômica pela possibilidade do cultivo em sucessão ao trigo cultivado no inverno e pelas aplicações múltiplas do grão. A partir daí muitos investimentos, tanto públicos como privados, vêm sendo efetuados para melhorar a planta frente às necessidades do homem e do cultivo em diferentes ambientes. Os resultados vêm surgindo ano após ano, pois as produtividades que na década de 70 eram de 30 sc/ha hoje já ultrapassam 100 sc/ha em lavouras de alta tecnologia. Atualmente, o maior produtor mundial é os Estados Unidos, com 117 milhões de toneladas, seguidos pelo Brasil, com 105 milhões de ton., e a Argentina, com 56 milhões. A produção mundial é da ordem de 336,6 milhões de ton., sendo que o consumo gira em torno de 330,7 milhões de ton.. Só a China tem previsão de consumir 100 milhões de ton. neste ano, tendo que importar quase a totalidade, pois não chega a produzir 13 milhões de ton. Mas por que a soja é uma das oleaginosas mais valorizadas? Pela sua versatilidade em produzir óleo e proteína com larga aplicação tanto na alimentação humana, animal como na indústria em geral. A suinocultura e a avicultura são exemplos do grande desenvolvimento proporcionado a partir do uso do farelo de soja como fonte de proteína barata na ração. Hoje a maioria das rações animais tem o farelo de soja como fonte de proteína. Matéria recente do Sindimilho & Soja refere que a oleaginosa é importante fonte de proteínas, minerais (cálcio, fósforo, ferro, e potássio), fibras (de extrema importância para o funcionamento adequado do intestino) e vitaminas A, C, E e do complexo B. Ainda registra que 100g de soja fornecem 50% da proteína diária para um adulto. Compara 1 kg de soja a: 2 kg de carne de vaca; 5 kg de arroz; 3 kg de feijão; 11 litros de leite. A soja é citada em usos na alimentação humana como componentes em chocolates, temperos prontos, massas, misturas para bebidas prontas, leite e sucos de frutas à base de soja, papinhas para bebês, alimentos dietéticos, margarinas, gordura vegetal, maioneses, lecitina, que é um emulsificante usado em sorvetes, salsichas, maioneses, achocolatados, barras de cereais e congelados. A indústria usa a soja para cosméticos, produtos farmacêuticos, veterinária, vernizes, tintas e plásticos, adubos, nutrientes, adesivos, espumas, fibras, revestimentos, papel, biodiesel e etc.. A APROSOJA estima em 243 mil os produtores de soja que empregam 1,4 milhão de pessoas. Ainda cita que o impacto socioeconômico é notório onde há a produção de soja, pois um emprego gerado na soja gera 12,66 postos de trabalho na cadeia produtiva. Seguindo, na renda salarial para cada real pago no campo, o valor sobe para R$13,53 (diretos e indiretos) e para R$33,23 os induzidos (comércio e serviços) e o consumo das famílias. Palmas para a soja!

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