O Médio Alto Uruguai está um paraíso
Sexta, 01 de Novembro de 2013

Considero fora de exagero a atribuição de paraíso para a região. De fato, se considerarmos a paisagem verde, a abundância de água que há no momento, as safras satisfatórias e os bons preços dos produtos agrícolas, realmente o título é merecido. Sabe-se, pela repetição histórica, que nem sempre será assim. Adversidades virão. Principalmente no verão, quando as chuvas ficam mais escassas e as temperaturas mais elevadas. Mas considero que ao prestarmos atenção para a expressão da natureza prodigiosa podemos tirar lições e proveito para os períodos de carestia.

Um dos principais fatores de expressão da vegetação são as condições climáticas favoráveis, sobretudo as chuvas. Chuvas abundantes já são sinal de safra satisfatória. A água é condição essencial para as plantas e os animais. Disso já sabemos. O problema é que não nos preparamos adequadamente para armazenar este bem precioso para quando faltar. E ela faltará. Aí vamos buscar socorro num período de fragilidade, num período de grande dificuldade onde que agora, na abundância, seria muito mais fácil. Mas vamos voltar ao paraíso. Vamos observar a expressão da natureza sobre as atividades econômicas que adotamos na região. Quantas dádivas da natureza têm aqui...

Podemos produzir abundantemente como poucas regiões do país. Podemos produzir milho e feijão em duas safras, soja, fumo, sorgo, cereais de inverno tais como o trigo, a aveia, o triticale, pastagens diversas, tanto de inverno como de verão, pastagens perenes e anuais, frutíferas diversas, como laranjas, bergamotas, uva, pêssego, nectarina, nozes, melancia, melão, moranguinho, amora, hortaliças diversas, plantas para florestamento como o eucalipto, o pinus, a erva mate e tantos outros vegetais.

Podemos, também, criar animais diversos, principalmente suínos, aves, bovinos de leite e de corte, ovinos, caprinos, peixes, abelhas entre outros. São tantas opções que a natureza nos dá que, pela diversidade e pela abundância, há situações que por vezes nos embaraçamos nas escolhas. Temos uma paisagem que, se para a agricultura nos remete sacrifício, para trabalhar porque é por vezes declivosa, recortada de rios e sangas também pode servir de cartão-postal pela beleza e pela diversidade.

Em relação ao clima temos definidas as quatro estações, onde podemos experimentar os extremos do frio e do calor, também o conforto da primavera e do outono. Além da natureza prodigiosa, temos um povo ordeiro, trabalhador e hospitaleiro, instituições organizadas e facilidade aos principais serviços que precisamos. Faço esse relato porque precisamos valorizar o que temos. Há regiões do país que não têm as dádivas daqui. Podem ser favoráveis em alguns aspectos, mas como a nossa, que tem tantos atributos disponíveis para o nosso bem-estar, são poucas.

Portanto, a valorização e o trabalho para conquistar cada vez mais aquilo que precisamos é um dever de cada um. Não esquecermos de que o que temos de favorável deve ser valorizado e preservado.

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