A produtividade na agropecuária brasileira
Sexta, 19 de Maio de 2017

Importante estudo foi divulgado nessa semana pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos sobre a produtividade da agropecuária brasileira. O estudo comparando a produtividade entre oito países indica que o Brasil cresceu 3,58% no período de 1975 a 2015, e mais de 4,0% ao ano na década de 2.000. Entre os motivos para o crescimento, a Embrapa cita o domínio das tecnologias para o cultivo na safrinha, o melhoramento genético para resistência das plantas às doenças e o cultivo no sistema de plantio direto na palha. É notório o desenvolvimento da agropecuária, principalmente na nossa região. Quem não lembra dos Dias de Campo, das palestras e dos cursos que os extensionistas organizavam, intensivamente, na década de 1990 para os agricultores no intuito de argumentar a adoção de novas tecnologias de produção? Pois é! Estamos colhendo os resultados! Tanto na produção animal como na produção vegetal, os resultados são surpreendentes a cada ano. E, segundo estudiosos, o aumento da produtividade está sendo a forma mais fácil de suprir a demanda por alimentos e combater a fome no mundo. Claro que há inúmeros outros fatores que vem contribuindo para o aumento das produtividades. Podemos citar as máquinas e os equipamentos mais eficientes, o domínio das necessidades nutricionais de cada fase da planta, a tecnologia de controle de pragas, plantas invasoras e doenças, sementes e mudas de melhor qualidade, assistência técnica mais eficiente e mais abundante, mais crédito disponível, entre outros. Se no campo da produção vegetal há distinção, no campo da produção animal a produtividade é mais notória ainda, principalmente no que se refere a produção de suínos e de aves. Entre as causas, estão o melhoramento genético, o domínio da nutrição, o melhor conforto e bem estar dos animais e o melhor controle de pragas e de doenças. Só na conversão alimentar de frangos de corte, hoje se consegue, em criatórios comerciais, índices menores que 2,0:1,0 (2 kg de ração para converter 1 kg de carne) e, de suínos, índices menores que 3,0:1,0. Não necessariamente, os ganhos financeiros para os produtores tenham melhorado, pois se trata de questões de mercado, mas, no que se refere a disponibilidade de carnes e preços acessíveis a população, tem melhorado ano após ano. Precisamos melhorar na produção de carne bovina, pois continuamos com uma conversão ao redor de 8,0:1,0, porém, com as técnicas de melhoramento genético, domínio da nutrição e bem estar animal, já se alcança conversões entre 5,5 e 6,3:1,0 e ganhos de peso diário entre 1,15 kg e 1,58 kg para animais confinados. Considera-se que nem sempre se quer produtividade, mas sim, qualidade de produção, principalmente quando se deseja a transformação, como é o caso da uva em vinho. O fato é que a produtividade brasileira está chamando a atenção do mundo.

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