Agronegócio atrai investimentos
Sexta, 02 de Junho de 2017

Apesar do conturbado cenário político e econômico nacional, o setor primário se mantém aquecido e atraente a investimentos nacionais e estrangeiros. Estes investimentos vêm gerando o superávit da balança comercial brasileira, mesmo que as exportações ocorram em produto bruto ou in natura, como ocorre com o petróleo, os minérios (ferro e cobre) e os produtos agrícolas (soja e milho). Aliás! Não é de agora que o mundo está de olho nas reservas minerais e no potencial produtivo que temos. A vastidão do território nacional com solos e clima favorável é um atrativo para investimentos, por exemplo, no agronegócio. Poucos países possuem as características que temos e ainda uma vasta área para produção a ser ampliada. Estima-se que 90% das áreas não cultivadas e aptas ao cultivo estão na América do Sul e na África. Além disso, temos trabalhadores que dominam tecnologias e muito dos equipamentos e máquinas são fabricados aqui, facilitando o acesso para os produtores. Os investidores sabem que a produção pode aumentar em muito com pequenos estímulos. Por outro lado, os governos dos países mais populosos também sabem que povo de barriga cheia e ocupado não se rebela. Aí entram os acordos comerciais entre países que facilitam as transações de produtos in natura e manufaturados. No caso nosso, as exportações de produtos primários, a serem transformados no destino, vêm aumentando significativamente. Tirando as ideologias ocultas, o fato é que uma grande fatia da população brasileira tem trabalho e renda no agronegócio, e isso é bom. Os pequenos investimentos que são feitos em cada propriedade geram conforto para a produção e aquecem a economia. Setor aquecido atrai empresários que empreendem aqui e dão maior velocidade à dinâmica engrenagem econômica. É o caso da Italac, que anunciou investimentos de R$ 117 milhões no Rio Grande do Sul e, destes, 75 milhões na expansão de fábrica de laticínios em Passo Fundo. Serão ampliados mais de 100 postos de trabalho e captados mais de 1,5 milhões de litros de leite/dia. Estima-se que será necessário ampliar o rebanho leiteiro em 75 mil animais para dar conta da fábrica. Grandes investimentos são feitos em frigoríficos no Paraná e também em outros Estados. De olho precisamos estar nos chineses que chegam com voracidade investindo em setores estratégicos, como é o caso do energético, de grãos e de insumos, onde já adquiriram o controle acionário de importantes empresas. Por falar nisso, os chineses vêm investindo pesado no Brasil. Investiram 12 bilhões de dólares em 2016 e a previsão para 2017 é ultrapassar 20 bilhões. Estão de olho nos minérios e nas terras brasileiras. Não é por nada que o governo federal quer remendar a Constituição abrindo a possibilidade de empresas estrangeiras adquirirem terras por aqui. Quem sabe falar mandarim? Pois é! É muito provável que virão trabalhadores de lá para operar fábricas ou cultivar as terras, se houver esta possibilidade. Investimentos sempre serão bem-vindos, porém devem ocupar e gerar renda para o nosso povo.

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