O agronegócio continua aquecendo a economia
Sexta, 23 de Junho de 2017

O governo federal voltou a referir nesta semana que a agricultura é a âncora da economia nacional. Em evento no Mato Grosso, o ministro interino da Agricultura, Eumar Novacki, afirmou que a saída para a recuperação da atividade econômica brasileira está na agricultura e na pecuária, que respondem por um a cada três empregos, por quase 24% do PIB e por cerca da metade das exportações. Na mesma linha, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços divulgou o comportamento trimestral da balança comercial brasileira apontando o superávit das exportações graças aos produtos agrícolas e pecuários, tais como a soja, as carnes, o açúcar, o fumo, entre outros. Não é por nada que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e uma comitiva de políticos e empresários estão na China participando da reunião do BRICs, além de visitar empresas, lideranças e órgãos ligados para tratar de assuntos ligados às inovações agropecuárias e diretrizes de cooperação no setor. O governo sabe que a agropecuária é o setor que mais rápido pode responder pela recuperação e aquecimento da economia. Em que pese as adversidades climáticas, a produção agropecuária brasileira está indo muito bem, principalmente da porteira para dentro. O presidente Temer, apesar de a imprensa noticiar que sua visita à Rússia e à Noruega tem a função de fugir das acusações a qual está envolvido, busca atrair investimentos e mercados para os produtos brasileiros. A agenda do presidente com as lideranças norueguesas visa à cooperação tecnológica na área do meio ambiente e o aumento dos mercados entre os dois países. A Rússia e outros países europeus são importantes parceiros comerciais na área do agronegócio. Enquanto o governo se esforça por assegurar ou abrir novos mercados lá fora, os agricultores se empenham para implantar as lavouras de cereais de inverno. O trigo é o principal cereal e, pelas divulgações do setor, a área de cultivo deve encolher significativamente em função do atraso provocado pelas chuvas e pela falta de uma política de estímulo para este importante cereal. As importações de trigo devem ficar ao redor de 6,9 milhões de toneladas contra uma produção de 5,6 milhões de toneladas. A indústria brasileira possui uma grande demanda por trigo de alta qualidade para a panificação, e esta qualidade está faltando para a produção nacional. Não é culpa do agricultor, mas culpa de um governo que não tem uma política de estímulo para a pesquisa e para a produção de qualidade. Assim, lucra o agricultor argentino, canadense, russo, entre outros que possuem clima, solo e políticas favoráveis para este grão. Além da necessidade que o país tem do trigo para suprir a demanda da indústria alimentícia, o cereal é um importante aliado para a conservação do solo, pela cobertura que oferece no período de inverno. Quem sabe um dia nos destacaremos também pela produção mundial de trigo e, a exemplo da soja, do milho e outros produtos aumentaremos, ainda mais, nosso leque de opções aos agricultores. Chegaremos lá!

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