O correto uso dos fatores de produção
Sexta, 14 de Fevereiro de 2014

A reflexão que se impõem no momento é a maximização dos fatores de produção: terra, capital e trabalho. Foi-se o tempo que havia abundância de terras e de mão de obra. Hoje, a terra está supervalorizada e a mão de obra está escassa. O capital representado pelas máquinas, equipamentos, utensílios, dinheiro (financiamentos) e demais estruturas de suporte para a produção está satisfatório. Contudo, só com as máquinas e estruturas de produção o agricultor não se viabiliza e é necessário a terra e o trabalho. Quanto a terra, para cada atividade é exigida uma escala de produção para a viabilidade econômica. Esta escala pode ser alcançada pelo aumento da produtividade ou pela quantidade de área a ser trabalhada (no caso de produtos agrícolas). A produtividade vem ano a ano aumentando pelo uso adequado dos nutrientes, pela genética cada vez mais aperfeiçoada, pela utilização de produtos fitossanitários mais eficazes, pela utilização de máquinas e equipamentos que realizam os serviços adequadamente, entre outros. A produtividade de grãos está sendo superada ano após ano. Fala-se que em algumas propriedades a colheita do milho da atual safra está acima de 200 sacas/hectare. No caso da soja na safra 2012/2013 em algumas áreas foram colhidas próximo de 80 sacas/hectare. Chama-se atenção que o clima vem colaborando para a agricultura, sobretudo com as chuvas regulares e em quantidades satisfatórias.

Quanto a expansão de área esta sim é limitada na região do Médio Alto Uruguai que basicamente tem a estrutura fundiária de pequenas propriedades. A saída está sendo a reorganização das áreas pela sistematização, pelo enleiramento de tocos e pedras, pela relocação de estradas, pela conversão de áreas de potreiro e de pastagens em lavouras. As áreas estão sendo ampliadas para a produção de grãos ou de pastagens cultivadas. Porém, embora a topografia favoreça a mecanização nem todas as áreas têm perfil de solo satisfatório para suportar as necessidades da planta: nutrientes e água. Os nutrientes são disponibilizados com facilidade, mas a água que basicamente deve ser armazenada no solo pelos micro e macros poros da argila e da matéria orgânica tem restrições, pois o perfil, na maioria das áreas, é de solo raso. Então, conta-se com as chuvas abundantes para suprir esta necessidade. Logo, embora haja o esforço de inúmeros proprietários para a ampliação das áreas não significa que logrará êxito na produtividade, pois o perfil do solo pode ser o limitante.

A lucratividade das atividades é outro assunto que merece reflexão e aprofundamento. Não significa que com altas produtividades ou com expansão das áreas teremos lucratividade, pois esta está na dependência de fatores internos da propriedade tais como a correta combinação dos fatores de produção e, dos fatores externos entre os quais os preços de mercado. Portanto, buscar o aperfeiçoamento e estar informado é a saída para a viabilização da propriedade. Sobre a mão de obra, já falamos aqui em edições anteriores.

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