A Agricultura em 59 Anos de Frederico Westphalen
Sexta, 28 de Fevereiro de 2014

Não me atrevo a falar do passado que não conheço, mas com certeza em 1955 a agricultura que havia em Frederico Westphalen era muito diferente da de hoje. As culturas mais trabalhadas para ingresso de renda nas propriedades era o milho, o trigo, o feijão, o fumo e, também se criavam suínos para a venda no frigorífico local. As famílias eram numerosas e havia uma população que aumentava e povoava massivamente o interior. As famílias adotavam inúmeras culturas e criações para a subsistência tornando-as autossuficientes na alimentação básica. Possuíam habilidades múltiplas tanto na culinária quanto na engenharia rural. O trabalho na lavoura era manual e com tração animal. Frequentemente os mutirões faziam frente as lidas represadas, sobretudo nas colheitas. Havia matas, aguadas e uma riqueza de fauna que parecia interminável. Ano após ano um pedaço de floresta ia para o chão e, se a topografia era favorável, a área era incorporada para lavoura.  As plantas vingavam bem até que havia fertilidade natural. E assim, os agricultores foram gerando riquezas fortalecendo a cidade e possibilitando que seus familiares buscassem ocupações diversas, inclusive em regiões distantes.

A produtividade das atividades rurais na época comparada com hoje, era baixa, embora o capricho e o esmero estivessem presentes. Pouca informação tecnológica os agricultores possuíam. Quando haviam destaques pela inovação, a informação era repassada entre si após o culto dominical ou pelas visitas às propriedades. O clima era traiçoeiro como hoje e, as dificuldades no trabalho imprimiam sacrifícios, disciplina e determinação, encorajando um ao outro a perseverarem premiando-os com a prosperidade.

O que diria um vovozinho que viveu na década de 1960 se tivesse a oportunidade de voltar a Frederico Westphalen hoje? Iria verificar as mudanças profundas na agricultura. A presença e o conforto das máquinas e equipamentos em detrimento do trabalho braçal. A produtividade jamais vista tanto nas atividades da produção animal quanto as da produção vegetal. A paisagem modificada pela presença de lavouras sistematizadas. A especialização das atividades principalmente a animal pelo confinamento e pelo sistema de integração. A presença forte da suinocultura, da avicultura, da atividade leiteira, da agroindústria, da piscicultura, da fruticultura comercial, da olericultura entre outras. Iria constatar as estruturas de apoio tecnológico e de conhecimento como as universidades, as empresas especializadas, os órgãos de assistência técnica, as comunicações, a energia elétrica em todas as propriedades, a água encanada na maioria das comunidades entre outras surpresas agradáveis. O vovozinho iria se orgulhar dos agricultores frederiquenses porque continuam batalhadores, gerando riquezas, determinados a elevar os padrões de vida dos que vivem no campo e na cidade. Verificaria que Frederico Westphalen nestes 59 anos de emancipação política e administrativa não está ficando para trás na agricultura, pelo contrário, está acompanhando as inovações e se destacando na economia deste pedaço do Rio Grande do Sul. Ganharíamos certamente os parabéns! Parabéns a todos os frederiquenses!

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