Agroindustrialização: grandes oportunidades
Sexta, 15 de Novembro de 2013

Vou voltar a abordar um tema que é importante para a região do Médio Alto Uruguai: a agroindustrialização. As oportunidades que se apresentam aqui podem ser a redenção de muitas famílias e a mola propulsora para auxiliar no desenvolvimento regional. Por sermos uma região de agricultura familiar, as atividades nas propriedades rurais são diversificadas. Cultiva-se uma diversidade de vegetais e cria-se aqui uma gama de animais que podem garantir o suprimento de matéria-prima, agregando valor pela transformação. No ramo vegetal temos oportunidade: na indústria de conservas tais como o pepino, o feijão vagem, a beterraba, o pimentão, a cenoura, a cebolinha entre outros; na indústria de doces, geleias e chimias – abóbora, batata-doce, figo, pêssego, moranguinho, amora-preta, pera, uva e assim por diante; congelados e refrigerados – mandioca, hortaliças e legumes; desidratados: temperos, tomate, alho, cebola, condimentos, plantas medicinais e frutas (uva, pêssego, caqui); cristalizados: figo, abóbora; sucos: uva, laranja, pêssego, maracujá e etc.; panificados: pães, cucas, bolachas; outros: massas, açúcar mascavo e nozes. No ramo animal temos oportunidade na indústria de derivados do leite: queijos, iogurtes, bebidas lácteas e doce de leite; embutidos: copas e salames; produção de ovos e frango caipira; peixe; mel. Bom! Certamente há mais produtos que podem ser produzidos ou ampliados na produção. Estes produtos apontados são exemplos e que em algumas atividades já se estabeleceram empreendimentos com sucesso. Outros têm possibilidade, mas faltam empreendedores que se desafiem ou vejam as oportunidades. A legislação vem sendo aperfeiçoada e a estrutura de apoio também vem sendo equacionada. De igual forma, o apoio institucional através de programas governamentais vem estimulando os empreendedores. Contudo, para os agricultores que não tem tradição de lidar com papelada e percorrer os trâmites da burocracia, exige-se paciência e um pouco mais de dedicação. Mas nada que não seja superável com o auxílio da assistência técnica disponíveis nos municípios. Quando se fala em viabilidade, a vertente é a produção e o mercado. Então, aqui temos como produzir o que foi apontado e de igual modo temos mercado para estes produtos. Logicamente a rentabilidade depende de fatores diversos ligados a gestão entre os quais a escala de produção, os custos, o marketing e o preço. O fato é que nestas atividades outras regiões apresentam menos condições que a nossa e com isso podemos ter vantagens. Mas sem empreendedores não se constroem empreendimentos. As entidades dão suporte, mas não podem fazer o que é próprio do empreendedor. Então, o desafio é motivar os empreendedores para que se encorajem para estes negócios. Desse modo, a região pode se desenvolver ainda mais.

Comentários