Perspectivas para a Safra de Grãos 2014/2015
Sexta, 11 de Julho de 2014

Não é tarefa fácil para os agricultores se prepararem para a safra de verão. O mês de julho está avançando e é necessário ajeitar as lavouras e planejar a implantação das culturas. O período de entressafra é tempo de buscar informações, fazer análise de solo, analisar o mercado de insumos, planejar as culturas a serem implantadas e, o tamanho das áreas que ocuparão. Todos buscam rentabilidade. O agricultor, que está no elo mais frágil da cadeia produtiva, é o que mais se angustia nestas horas. O que plantar? Quanto plantar? Quanto investir? A decisão por esta ou aquela cultura já é fator de melhor rentabilidade em função da perspectiva de mercado. Outros fatores estão envolvidos para a composição da rentabilidade como, por exemplo: preço do mercado, clima favorável, produtividade, menor custo da implantação e condução da cultura, escala de produção entre outros.

Pois bem! Alguns indicadores já começam a aparecer. Os Estados Unidos são os balizadores da safra de soja, pois são os maiores produtores, seguidos pelo Brasil e pela Argentina. Para os norte-americanos, a condição climática até o momento é a melhor dos últimos 20 anos e, a perspectiva é continuar favorável. A área plantada foi de 34,33 milhões de hectares, aumento de 11% em relação ao ano passado. Esta notícia divulgada na última semana foi suficiente para desacelerar o preço. Mesmo com a demanda crescente da China, que é o maior comprador de soja do Brasil, respondendo por 70 % das exportações do complexo soja, os preços aqui também tiveram uma leve queda. Contudo, as perspectivas de preço continuam boas para a próxima safra, tendo também bons indicadores de que o clima será favorável. Portanto, há perspectiva de uma boa safra aqui. Para garantir a rentabilidade há de se cuidar com o custo de implantação, como também conduzir zelosamente a cultura.

Em relação ao milho, os Estados Unidos também são os maiores produtores e, deverá apresentar recorde de produção (353,97 milhões de toneladas), em função do clima favorável, embora a área foi reduzida no meio oeste pelas condições adversas de clima na hora do plantio. O preço do grão norte-americano está em queda, fruto da perspectiva da excelente safra. Aqui, o milho também acompanha a queda de preço, reflexo da excelente safrinha no Centro-Oeste e a redução das exportações brasileiras somadas as boas condições dos EUA. O grão no Centro-Oeste brasileiro está entre R$9,50 e R$13,00/saco, abaixo do mínimo para a região que é de R$13,56. No entanto, os analistas acreditam que o baixo preço estimulará o consumo nas rações e a formação de estoques o que elevará os preços novamente. Portanto, haverá boas perspectivas também para o milho. Igual a soja, deve haver cuidado para a redução dos custos e, empenho para elevação da produtividade para que a cultura seja rentável. Permanecemos atentos!

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