Novo governo, renova-se a esperança
Sexta, 31 de Outubro de 2014

Estamos fartos de notícias e de comentários sobre o cenário político que teve desfecho na reeleição da presidente da república, da eleição do governador, dos deputados (federais e estaduais) e dos senadores. Cada um carrega um sentimento que exprime a satisfação pela vitória do seu candidato, a frustração pela derrota ou ainda a indiferença. Cada um tem sua opinião, as soluções, o que os eleitos devem fazer, ou como deveriam ser as leis e regras da conduta do cidadão.

Temos opinião sobre o dever do Estado sobre os cidadãos. Cobramos e nos lamentamos quando achamos que nossos direitos não são atendidos na hora que queremos e como queremos. Muitas das reivindicações são justas e merecedoras de atenção. Para isso afirmamos que pagamos os impostos e precisamos do retorno em serviço. O fato é que herdamos ou criamos uma enorme dependência do Estado.  Nosso sistema de ensino nos educa para acumular informações. Educa-nos para assimilar métodos para passar de “ano”, passar em concursos, para sermos empregados, para ganharmos o sustento vendendo o serviço para um patrão. Aí o Estado precisa dar serviço e prestar serviço. Haja Estado que suporte todas as demandas.

Pois bem! Nesta prática uma parte dos políticos luta e imprime arte para chegar ao poder. Buscam nomes fortes e temas atraentes para arrastarem simpatizantes. Buscam alianças que garantam a chegada e a permanência no poder. E, no poder, continuam manobrando os cidadãos, alimentando a esperança que seus problemas serão resolvidos. Contudo há os verdadeiros políticos. Aqueles que se esmeram em representar o povo ou em governar para o povo. Aqueles que articulam suas bases, seus colegas e ajudam o governo para atender as necessidades reais do povo. São líderes que honram a confiança que receberam dos eleitores. Para os dois tipos de políticos há eleitores. Para uma classe sempre haverá lamúrias, descontentamento e insatisfação. Para outra, haverá compreensão, inquietude e organização para novas conquistas ou para o redirecionamento das posturas, em favor do alcance de objetivos. Vale lembrar aqui a famosa afirmação do presidente John Kennedy: " Não perguntes o que o teu País pode fazer por ti, mas sim o que tu podes fazer pelo teu Pais". 

Deste modo gostaria de lançar o desafio: alguém lembra das propostas dos candidatos hoje eleitos para a agricultura? Somos uma região essencialmente agrícola. A maioria dos municípios depende do agronegócio. A renda da maioria das pessoas depende do setor agrícola. O que propomos como cidadãos aos nossos políticos? Adianta esperar do Estado a solução dos problemas estruturais se não ajudamos a construir propostas que venham resolver nossas limitações? Ah! Isso não dá em nada. Eles não lembram de nós! Recorro a outra frase célebre de Franklin Roosevelt:  "É melhor lançar-se à luta em busca do triunfo, mesmo expondo-se ao insucesso, do que ficar na fila dos pobres de espírito, que nem gozam muito nem sofrem muito, por viverem nessa penumbra cinzenta de não conhecer vitória e nem derrota". Então! Novo governo renova-se a esperança. Portanto, vamos a luta!

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