Secretário de Segurança do RS!
Sexta, 12 de Dezembro de 2014

Em cada troca de Governo temos a esperança de mudança, de renovação. Acreditamos que as coisas de alguma forma possam melhorar. Somos sabedores das dificuldades, dos desafios e dos problemas que nosso próximo Governador enfrentará. 

A primeira fase de montagem da equipe é árdua, pois há de se observar os nomes técnicos, os nomes políticos. Dar espaço para os partidos que o apoiaram. Não deve ser muito fácil não. Deixemos esta missão para o futuro govenador Sartori, que recebeu democraticamente este poder. Nós gaúchos assim decidimos.

Mas venho aqui hoje, humildemente e sem qualquer pretensão de ter algum poder para isso, mas apenas dar uma opinião como cidadão e como policial militar.

Nos últimos anos a pasta da Secretaria da Segurança Pública do Rio Grande do Sul teve como Secretários: Antonio Carlos Ferreira de Melo, Advogado Waldir Walter e Advogado José Fernando Cirne Lima Eichenberg (Governo Pedro Simon e Sinval Guazzelli – 1987 – 1990); Delegado da Polícia Federal Djalma Manuel Bittencourt Gautério e o Advogado José Fernando Cirne Lima Eichenberg (Governo Antônio Brito – 1995 a 1997); Magistrado José Paulo Bisol (Governo Olívio Dutra – 1999 a 2002); O Deputado Federal José Otávio Germano e o Desembargador Omar Jacques Amorim (Germano Rigotto – 2003 – 2006); o Deputado Federal Enio Bacci, o superintende da Polícia Federal  José Francisco Mallmann, o General do Exército Edson de Oliveira Goulart e ainda a Contadora Ana Maria Pellini (Governo Yeda Crusius – 2007 a 2010); Atualmente temos o Promotor de Justiça Airton Michels, no Governo do Tarso Genro (2011 a 2014). Cabe ressaltar que no Governo de Alceu Colares (1991 a 1994), foi extinta a secretaria de Segurança, onde o Governador despachava diretamente com o Chefe de Polícia e o Comandante da Brigada Militar. 

Trouxe à tona um pouco deste histórico para uma pequena reflexão. Nestes quase trinta anos tivemos políticos, magistrados, promotores de justiça, militares do Exército, Delegados da Polícia Federal, Contadora, Advogados. Nunca tivemos um Policial Civil ou Policial Militar neste período. Não poderia? Não temos, no quadro, homens preparados para esta função? Obviamente um policial aposentado para evitar problemas na hierarquia e na disciplina. Mas um homem qualificado com cursos, graduações, mestrados ou até doutorados. Homens ou mulheres com mais de 30 anos de experiência na rua, seja na investigação, seja no policiamento.

Não poderíamos ter um Secretário que não precise perguntar sobre como funciona, se funciona e com que precisa para funcionar. Um policial das fileiras de nossas polícias sabe das dificuldades, dos desgastes, dos desafios de ser um agente policial. Alguém poderia dizer: Não dá certo! Pois se for policial civil, vai dar crise na Brigada e se for um brigadiano vai dar crise na Civil.

Não podemos superar isso? Temos delegados, comissários, investigadores e escrivães preparados. Temos oficiais e praças preparados. Não penso que o secretário deva ser Delegado ou Coronel. Poder ser um Comissário ou um Sargento. Imaginemos uma secretaria forte com policiais civis e militares, juntamente com o IGP no comando de uma pasta que a sociedade cobra tanto. O cidadão não quer saber a cor da farda e nem se é civil ou militar, ele quer resultados. 

Quem sou eu, Sr. Governador? Quem sou eu, caros leitores? Apenas às vezes sonho. Apenas às vezes penso que há homens justos e de bons costumes em todas as categorias e acredito muito no potencial do policial Gaúcho. Vá que dá certo!

Até semana que vem!

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