Shopping Center: Maldição ou Doença?
Sexta, 30 de Janeiro de 2015


Em razão de estar de férias e não ter conseguido escrever minha coluna esta semana, resolvi “copiar” minha coluna de 28 de janeiro de 2011, sendo uma das quais mais recebi comentários a respeito:
Praia! Praia! Praia! Não. Shopping! Shopping! Shopping! È a nova maldição deste século. È arrasadora. Devastadora. Pelos estudos feitos até agora o vírus atinge apenas as mulheres. É destruidor com conseqüências irreparáveis e os efeitos colaterais quem sofre são os homens.
Acredito que deve haver algo. Pois achava que apenas minha mulher, minha sogra e as tias eram assim. Não. São todas as que eu via lá dentro. Enlouquecidas. Fascinadas. Inebriadas pela flagrância desconhecida, mas parecia excitante e fulminante.
Via homens que nem eu, perdidos. Atordoados. Principalmente aqueles que tinham a missão de cuidar dos filhos. Tínhamos que distrair os pequenos. Nos carrinhos, nos brinquedos e na escada rolante. Alguns conseguiam fugir, tal como correr de um veneno mortal. A maioria não podia. Uns ficavam ao lado. Vi uma mulher que pediu ao companheiro:
- Amor! Que bonita essa blusa né? - Muito bonita. Respondeu.
Vi na cara dele que não sabia nem a cor daquela blusa, mas estava louco para sair daquele lugar. Achou que concordando terminaria o sofrimento mais cedo. Será que esperar a mulher no shopping na praia é igual a elas verem um jogo de futebol? Um programa esportivo? Se for, temos que nos vingar.
No lado de fora, vi mais homens com crianças. Umas corriam. Outras choravam. E com todos que o falei, sempre a mesma dúvida. È uma doença ou uma maldição? Que prazer é esse? Passar por vários shoppings. Várias lojas. Olhar tudo. Comparar. Perguntar o que achou para as outras mulheres. Depois comprar e se reunir para mostrar, comparando preços, qualidades. Não entendo.
Será que temos algum problema? Nós homens não deveríamos gostar também? Acho que temos que procurar um especialista neste assunto. Enquanto isso continua a nossa árdua missão de entender este comportamento delas. Claro que com certeza temos comportamentos que atingem em massa nós homens também, mas deixo para uma mulher tentar desvendar.
Só sei que elas andam, andam e andam. Olham, olham e olham. Quando fecha o shopping à meia noite é a redenção. Ufa. Vamos sentar e tomar um chopp!  Não. Não. Não. Vem outro sentimento inexplicável. O cansaço. Do nada começa aparecer o cansaço, o sono. As crianças atiradas no colo. Umas dormindo. Outras emburradas que estão loucas para ir embora.
E o chopp? È muito tarde, as crianças estão cansadas e o êxtase, a euforia e a felicidade se vão com o vento em direção ao mar.
Até semana que vem!

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