Amor e lealdade!
Sexta, 20 de Fevereiro de 2015

Gente. Sou muito saudosista e sofro por antecedência. Não consigo muitas vezes viver um momento ou o momento, pois sei que vai terminar logo. Acho que me falta habilidade para aproveitar cada segundo, sem esperar as próximas horas ou os próximos dias.

Fico pensando que a próxima semana será “puxada”, mas talvez nada dos compromissos aconteçam e sofremos por antecedência mesmo. Sofremos, pois ficamos preocupados que as coisas deem certo, que funcionem.

Mas, na verdade, os sentimentos que mais me deixam chateados são a falta de lealdade e o de despedida. Não consigo “engolir” uma deslealdade. Logo de quem a gente menos espera. Daqueles que não passa pela nossa cabeça que vão nos trair. Realmente é uma decepção significativa. O verdadeiro “inimigo dentro da trincheira”.

Lembra-me a Lei Maria da Penha, onde nasceu com objetivo de proteção à mulher justamente contra aqueles homens da sua “vida”. Homens que deveriam ser os primeiros a defendê-la. Podia pegar esta Lei como exemplo e criar uma para a proteção contra os desleais.

Proteção contra aqueles que deveriam estar ao teu lado sempre, mas que por motivos fúteis e banais, passam para o outro lado. Não ao lado contrário, mas o lado heterogêneo daquele que estavam. E pior, não avisam, não. Sem justa causa. Resolvem e pronto. Esquecem tudo de que foi construído e passam a denegrir uma amizade, uma parceria e um relacionamento.

Isso serve para nossa vida particular e profissional. Na verdade vamos ter que começar a colocar “cerca elétrica” para nos proteger disso. E a cerca elétrica é bons amigos, novos amores, dedicação ao trabalho.

A despedida a meu ver é ainda mais cruel. Não consigo me despedir de familiares e grandes amigos sem me acabar no choro. Que coisa séria. No Carnaval recebi a visita de meus irmãos e cunhados, e adivinhem? Na hora de ir embora, não consigo me despedir. Choro que nem criança. De tremer a boca. Dou um abraço e um beijo e me sumo.

Desta vez resolvi fazer diferente. Dei tchau e me escondi no banheiro. Não adiantou. Foram todos até mim. A choradeira foi geral. Que coisa mais maluca. Mas é um sentimento de amor. O maior sentimento de todos. O amor é sinônimo de amizade, paixão, carinho, proteção e lealdade.

Acredito fielmente nisso. Acredito no amor e na lealdade. Sem despedida...

Até semana que vem!

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