Venha, segurança!
Quinta, 30 de Abril de 2015

Esta semana fiquei chocado com o crime que ocorreu em Cruz Alta, com uma colega de farda. A policial militar Josiane Pontes da Silva levou dois tiros de seu marido e encontra-se em estado grave. O mesmo “monstro” ainda matou um dos filhos do casal antes de suicidar-se. A policial já sofria com o histórico de agressões do marido.

Onde nós estamos? Que mundo vivemos? Aonde vamos chegar com tudo isso? Hoje se mata por nada. Mata-se para roubar. Mata-se para amar. Agride-se para ter. Lesiona-se para exigir. Crimes passionais. Crimes hediondos. Tráfico. Lavagem de dinheiro.

Crianças morrendo com balas de ódio. Crianças morrendo em decorrência de uma vida alicerçada em brigas, desrespeitos e agressões. Crianças morrendo de tristeza, de tiro e de falta de amor.

Famílias sendo destruídas. Vidas sendo ceifadas. Esta semana mesmo, ocorreu um assassinato na avenida Sertório em Porto Alegre, onde a pessoa recebeu mais de 60 tiros. Sabe que horas foi isso? Ao meio-dia. Poucos dias atrás, também em Porto Alegre, em plena luz do dia, outra pessoa foi assassinada dentro de um ônibus, com dezenas de tiros.

Tudo pode. Nada se teme. Chacinas. Mortes. 

Onde está a segurança? Muitos continuam perguntando. Segurança? Cadê a segurança? Morre alguém, questionamos a segurança. O que é a segurança? A segurança está faltando desde o início. Na infância. Na sala de aula. Nos casamentos. Na família. Se ali não se cria a segurança, pagamos o preço lá na frente. 

Pagamos pelos outros, por nós. É um caos geral. O medo ronda nossa vida. Nossa família. Discutimos a questão da maioridade, como se jovens de 16 anos fossem analfabetos. Nossa. Antigamente tudo bem. Hoje alguém com 16 anos já é capaz de discernir o certo do errado. Se estiver desvirtuado, dificilmente conseguirá mudar. Faltou segurança na base.

E não vamos achar no Google. Falando nisso, se nosso celular tivesse um campo magnético de proteção, nada aconteceria. Pois é inacreditável a presença dele em nossas vidas. No carro. Caminhando. Bem, sobre isso escrevo outro dia.

Venha, segurança, nos ajudar. Venha, segurança, fazer nossos pais brigarem menos. Venha, segurança, fazer sermos mais cordiais. Venha, segurança, nos ajudar a não dirigir após ingerir bebida alcoólica. Venha, segurança, ajudar a diminuir a corrupção na administração pública. Venha, segurança, ajudar a fazer os temas. Venha, segurança, ajudar a rezar. Venha, segurança, ajudar a amar.

Podia aproveitar e pedir que a segurança “arrancasse” minha dor no nervo ciático que insiste em me derrubar.

Até semana que vem!

Comentários