De cabeça erguida!
Sexta, 31 de Julho de 2015

Achei que seria mais fácil escrever a coluna desta semana. Mas não. Não está fazendo-me bem ver as caixas prontas para partir à capital e bem no horário do jogo da final da Libertadores sem o Inter estar presente.
Sinto saudades do tempo que meu time não jogava campeonatos internacionais. Agora joga demais e quem joga pode perder. E por participar, ficamos marcados pelo Mazembe e Tigres. Mas faz parte da rivalidade Grenal. Não adianta. Agora vi como sentiu meu irmão e meu cunhado quando o Grêmio perdeu a final para o Boca Juniors em 2007. Eles estavam lá. Mas naquele jogo não teve nenhum goleiro com uma dança maluca e muito menos um bicho para incomodar.
Mas gente... Não está fácil. Deixar Frederico parecia ser mais tranquilo. E ainda por cima quando resolvo dar uma espiada nos meus e-mails, para minha surpresa, encontro uma carta de uma pessoa muito destacada de nossa cidade, onde através de belas e sinceras palavras pediu para que eu logo retorne. Fiquei muito orgulhoso. Isso que esta pessoa esteve em lados opostos no campo político.
Mas me deixa feliz em saber que as oposições ficam nas ideias. O respeito sempre prevalece. Lembrou-me também de amar a família e andar de cabeça erguida. Adoro andar de cabeça erguida. Só as pessoas de bem andam de cabeça erguida nas conquistas e nas derrotas, pois as pessoas de bem não tem “rabo” preso e quem não os têm, olham no fundo dos olhos das pessoas.
Lembrei-me de um idoso que encontrei na Praia de Copacabana e que conversou com minha filha mais nova e disse: “desconfie das pessoas que não gostam de crianças, de animais e de idosos”. Verdade. Falando nisso tive a honra de conhecer alguns pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro esta semana. Fantástico. Mas a imagem do Cristo na minha frente jamais sairá da minha memória. Vem bem ao encontro do que penso. Do que respeito. Do que sinto.
E Ele tem a cabeça mais erguida de todas. Ele ergue para cuidar de todos nós. Pedi que me guiasse no caminho que acredito. E se esse caminho for para voltar logo. Que voltemos logo. Se for para ficar um tempo maior. Que fiquemos. Se for para não voltar. Que assim seja.
Mas algo me diz que minha missão frederiquense ainda não acabou. Espero que não. Assim me alegro numa noite de despedida, de reflexões e sem o Inter na final. Mas de cabeça erguida e o sorriso nos lábios de minhas filhas. É o Cristo sorrindo.
Até semana que vem!

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