Pai!
Sexta, 21 de Agosto de 2015

Neste mês do Dia dos Pais, ainda não havia feito minha homenagem. Então vamos lá:
Os anos passam tão rápido...
Os fios de cabelos brancos surgem...
O corpo cansa.
Mas a alma e o coração cada vez se fortalecem mais.
Cada ano, ficamos um pouco mais sapientes, talvez por isso distinguimos com mais lucidez o verdadeiro amor.
O amor dos pais, dos filhos...
Este laço eterno que nos fortalece.
O abraço puro de um filho faz arder a saudade de quando éramos crianças e fortifica a ideia de como recebemos amor de nossos pais.
Essa essência que liga um pai ao filho é eterna, vai além do corpo físico e da matéria.
Mesmo quando estamos longe, sei bem como é, pois desde os 14 anos me privava do convívio de meu Pai, em razão de estudos, profissão, família.
Mas ele sabe que nem por um centésimo de segundo, deixei de senti-lo, vê-lo e aquecer meu coração com este sentimento de amor. Mas a saudade era eminente...
Eram poucos os momentos que estávamos juntos, então aproveitávamos ao máximo. Tenho que estar satisfeito, pois sei que muitos já não possuem este privilégio.
Mas a saudade era dolorida. Mario Quintana escreveu: “O tempo não para! Só a saudade é que faz as coisas pararem no tempo...”
E como a gente faz parar o tempo. Nossa. Aquelas noites de embalo de nossos filhos começam a vir à mente aquelas canções que outrora eram cantadas pelos nossos pais. Lembro-me da “...laranjinha pequeninha, carregadinha de flor...”
Não é fácil. A emoção pega.
Agora, nós somos pais. É difícil. Não existe uma fórmula pronta de como criar os filhos.
Puxa, o Pai tinha razão. Somos heróis, contadores de histórias, ursos, dançarinos, bicho-papão, Papai Noel...etc.
Aquele brilho do olhar da minha filha até hoje para o Papai Noel é indescritível. E as pegadas do coelho de madrugada, não esquecendo-se de deixar a janela um pouco aberta para o coelhinho entrar. Simplesmente fantástico. O pior é que logo essa magia acaba.
Depois vem os genros (provavelmente vou ter dois e tomara que sejam colorados).
Essa ligação de proteção entre pai e filho não acaba. Ela nos dá força a cada instante.
É a base de um sentimento real e verdadeiro.
Recebemos e agora repassamos aos nossos filhos todas as nossas energias e conhecimentos para que enfrentem o mundo respeitando a todos de forma educada e pacífica.
Agradeço ao Pai Celestial pela vida e deixo aqui o meu reconhecimento neste mês dos Dias dos Pais.
Até semana que vem.

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