O Pequeno Príncipe!
Sexta, 04 de Setembro de 2015

Há muito tempo queria assistir uma sessão de cinema em 3D. Não tinha noção ainda de como funcionava e estava mais ansioso que as crianças. Fiquei enlouquecido. O cinema é um lugar mágico. Em 3D então nem se fala. Sentia muita falta do cinema. Meu pai me levou para ver Superman I, II e III na década de 80. Lembranças maravilhosas.

Você fica um tempo em outro mundo. Você viaja. Você sente o filme. Aquele som alto e definido. E o filme que escolhemos é mágico. Já havia lido o livro escrito pelo francês Antonie de Saint-Exupéry e o enredo no cinema, dirigido por Mark Osborne, ficou fantástico. Para variar, chorei que nem criança.

O filme traz lições maravilhosas. Lições de vida. Faz a gente resgatar sentimentos e ver que realmente “os adultos são decididamente muito estranhos”. Somos estranhos porque não sabemos viver sem esquecer. E “Ser adulto não é o problema. O problema é esquecer”. Podemos ser adultos sem sermos estranhos? Podemos ser estranhos sem sermos adultos? É muito legal. Esta linha tênue entre ser adulto responsável, mas cativante, e ser criança sem esquecer sua essência. E o filme mostra uma criança adulta e um adulto criança.

Cativar... cativar é outra lição trazida. Se há milhões de raposas no mundo do nosso príncipe, apenas há o amor de uma. Apenas uma rosa o cativa, mesmo em um universo de milhões... Mas “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”. Aí que me refiro. Cativar é amar. Cativar é respeitar. Emocionamo-nos quando cativamos.  “A gente corre o risco de chorar um pouco, quando se deixa cativar”. Se você cativou aquela pessoa, aquele ser, aquela coisa, ela passa a ser única. Mesmo dentre milhões de iguais.

E aí a gente vê com o coração. Se virmos com o coração não precisamos dos olhos para ver o bem. Para ver o próximo. “Só se vê bem com o coração, o essencial é invisível aos olhos”. Nossa! O filme em minha opinião reúne tanto amor, tanta paz. Faz com que olhemos as coisas de verdade e não fiquemos olhando para o nada. Tipo olhar para o teto sem ver. 

Às vezes a gente para. Olha pro teto e não vê nada. Não enxerga as coisas boas que estão ao nosso lado. Esquece que o tempo enxerga e não dá trégua. Ele passa olhando ou não. Mas passa. Não espera. Enquanto a gente procura algo no teto, ele  voa. E voa rápido. Mais rápido que nossa pequena menina do filme em seu avião.

Não enxergamos quem realmente quer o nosso bem. Vivemos em outro planeta, mas não do príncipe. Falamos dos outros, sem pensar que também seremos os outros em algum momento. Somos "expert" em qualquer assunto, mas quando olhamos de fora, como um legislador na oposição que transborda soluções impensáveis que outrora não cresciam em seus posicionamentos. Como somos simples...!

Não  temos ideia disso. E mesmo assim economizamos sorrisos, mas exalamos  soberbas que morrerão conosco. Como se morássemos em um pequeno planeta da galáxia. Sofremos por outros, mas fazemos sofrer quem nos ama. Nossa única rosa que cativamos.  Sorrimos ao vento, e  não desenhamos a paz em nossos lábios. E voltamos ao teto. Por que no teto não há necessidade de mudar. No teto não encontramos nada. Talvez seja por isso que os homens sem caráter, sem lisura e honestidade predominam, pois olhamos ao teto demais. Ou vivemos em outro planeta sem as estrelas. E o filme nos mostra que as estrelas são fundamentais. 

Até semana que vem.

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