Torcida mista!
Sexta, 27 de Novembro de 2015

Semana passada tive o prazer de assistir um grenal na torcida mista. Claro que adorei, ainda mais pelo fato do Inter ter vencido e por ser no Beiro Rio. Mas tenho que dar os parabéns para quem teve essa excelente ideia.
Há pouco tempo atrás seria inimaginável assistir um grenal ao lado de um gremista e vice-versa.
O importante é que nos ensina a respeitar as diferenças, aceitar as brincadeiras, gritar na hora do gol. Até mandar pra bem longe fica diferente. Mandamos pra longe com respeito.
A torcida mista faz refletir que podemos lidar com as oposições. Que podemos aceitar opiniões diversas e poder contrapor com outras. Sem ameaças. Sem agressões.
Buscar a paz e o bom convívio. Ainda mais num momento em que vivemos uma verdadeira guerra mundial, onde pessoas inocentes estão morrendo por causa de ideologias que acreditam que os atentados e mortes muitas vezes são necessários, como uma resposta positiva a um ser superior.
Sabemos que não são as maiorias que matam, mas infelizmente as minorias em tempos pretéritos mataram milhões de pessoas, como os nazistas, os chineses, os japoneses e tantos outros que entenderam que o massacre seria o correto.
Nesses momentos, sinto falta da pureza das crianças. Semana passada assisti uma apresentação da escola da minha filha mais nova e chorei. Chorei de emoção e saudade do tempo que acreditava no Papai Noel, nas magias dos filmes e num mundo diferente.
Um mundo sem divisões em que o amor prevalece. Um mundo infantil, onde até seria realidade uma torcida mista entre muçulmanos, católicos, judeus, etc.
Na verdade o exemplo arrasta. O ideal seria se todas as crianças fossem atingidas por uma “varinha mágica” e não pudessem ver nenhum exemplo negativo dos adultos. Só assim mudaríamos o mundo. Elas não saberiam o que são brigas e agressões. Não flagrariam discussões no trânsito nem de seus pais. Nunca conheceriam as falcatruas, as corrupções, os conchavos. Acreditariam que a torcida mista seria o normal. Veriam só os exemplos positivos.
Uma nova geração. A geração da paz.
Mas enquanto continuamos num discurso maravilhoso, não correspondendo na prática, seremos exemplos negativos sempre para os pequenos.
Vamos tentando, seja no estádio, seja em qualquer lugar.
O bom é quando as maiores agressões atingem nós torcedores, sem agressões como o grito “1,2,3,4,5” ou “segunda divisão”.

Até semana que vem!

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