A culpa é da maconha?!
Sexta, 26 de Fevereiro de 2016

Estamos vivendo em um país democrático no qual temos o direito de expor nossas ideias e o dever de respeitar as alheias. Mas também temos o direito de defender as nossas opiniões, respeitando os entendimentos heterogêneos. 

Por exemplo: sou radicalmente contra a liberação do uso da maconha. Alguém vai gritar: - Vou morar no Uruguai! Lá é seguro. Será? Escutei, nesta semana, a jornalista Rosane de Oliveira na Rádio Gaúcha dizer que no Uruguai faz tempo que é seguro e não seria pela legalização da maconha.

Completo dizendo que na América Latina, o Uruguai é o país com o maior índice de policial para cada 100 mil habitantes, ou seja, 876,4 policiais, enquanto no Brasil esse índice cai bruscamente para 178 para cada 100 mil habitantes, colocando-nos em 11º lugar. (Fonte: Registros administrativos oficiais coletados por PNUD – 2013).

Não é a liberação do consumo de maconha que trouxe segurança para o Uruguai, citou a própria jornalista. Também que vê mais gente fumando maconha em Porto Alegre do que em Montevidéu. 

Como defender o uso de drogas? Acham que a droga estando liberada vai acabar o tráfico. Você sabe que 40% do cigarro consumido no Brasil é contrabandeado? E o cigarro é uma droga lícita, não é verdade?

Defender a legalização da maconha com argumentos alicerçados na convicção de que diminuirá a violência é um engodo. Uma inverdade. 

Liberar a maconha. Pra quê? Acho que em vez de liberar a maconha, deveríamos centralizar as forças em proibir o consumo precoce de álcool pelos nossos jovens. Começando em casa, onde nossas festas são regadas a álcool, como se não causasse exemplos negativos aos nossos filhos.

Em uma palestra, anos atrás, disse aos alunos do ensino médio que eles poderiam fazer uma formatura diferente, ou seja, uma formatura sem álcool. Nossa!!! Achei que tinha descoberto o Brasil com minha sugestão! Capaz, ao contrário, vaiaram quase que em unanimidade. Um aluno disse: “Como vamos fazer uma formatura sem álcool, já que está programado o meu primeiro porre!”.

É triste, mas é verdade. Então liberar a maconha seria a solução da segurança pública? Não acredito. Não compreendo como podem ter pessoas favoráveis ao uso de uma droga 40 vezes mais maléfica do que o cigarro, sendo que este, junto do álcool, abre portas para drogas mais pesadas.

Até semana que vem!

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