Risco de virar ministro!
Sexta, 18 de Março de 2016

Cada dia que passa fico mais desiludido com nossa política. Ou melhor. Com a classe política em sua maioria. Pois não podemos generalizar. Temos que acreditar que há pessoas que se enojam com tudo isso. Mas olha onde chegamos? Que vergonha tudo isso.

Um mar de lamas. Um mar de mentiras. Um reflexo de nossos representantes nos mais variados partidos. “Rabo preso” de um. Proteção a outro. Verdadeiras quadrilhas comandando nosso Legislativo Federal.

A nomeação, nesta semana, do ex-presidente, é uma vergonha. Tomara que isso não seja combustível para uma crise sem precedentes. Um verdadeiro caos. Tenho medo de que isso traga consequências trágicas. Ninguém aceita o “jeitinho” brasileiro. Isso não falam que é golpe.

A coisa não é séria mesmo. Todos de alguma forma querem atingir partidos ou instituições com o nítido desejo de proteger “os nossos”.

E esses representantes vêm da onde? De nosso seio. De nossas famílias. De nossas relações. Será que não temos culpa também? Claro que sim. Muitas vezes escolhemos nossos representantes porque ganhamos uma “bolsa”, um “favor”. Ou porque temos obrigação pelo apoio recebido anteriormente.

Sem falar na obrigação partidária, que faz com que aqueles que ocupam cargos (“CCs”) gritem e balancem bandeiras a favor. É um jogo sujo de favores. Está na hora da gente repensar isso. Está na hora de olharmos para nós mesmos.

O que queremos? Continuar o jogo? Mudar nosso futuro? Ou deixar assim?

Sabe que uma vez um vereador me disse que tinha provas contra outro vereador, que o mesmo teria cometido uma irregularidade. Então eu disse: “Vá ao Ministério Público e denuncie!”. Sabe o que ele respondeu? “Não posso. Deixa assim. Posso precisar dele 'uma hora'”.

Viu como funciona. Ninguém quer acabar com a sujeira. Querem aproveitá-la. Querem tirar proveito.

Fizemos “gatinho“ na luz, compramos ou vendemos imóveis e queremos que o valor saia mais baixo. Não pedimos nota fiscal. E aí? Tudo ajuda. Vendemos bebida alcoólica para menores, não é mesmo? Ou você conhece algum estabelecimento comercial que cobra identidade para que um menor de idade possa comprar bebida alcoólica?

Estacionamos no lugar de idoso sem qualquer sentimento de culpa. Queremos passar em concurso público sem precisar estudar. Odiamos uma barreira policial. Na verdade vivemos num mundo desregrado. Não conseguimos dizer não aos nossos filhos. Não conseguimos dar o exemplo.

Corremos o risco de virar ministro.

Até semana que vem!

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