Perdoar!
Quinta, 24 de Março de 2016

A Sexta-Feira Santa, que marca o dia em que Jesus Cristo foi crucificado, nos traz aquela imagem do sacrifício. Da dor. Do sofrimento. Jesus “morreu” por todos nós. Seus atos foram para salvar os homens de seus pecados. Um perdão geral. Outro grande sacrifício.

Perdoar talvez seja uma das maiores dificuldades. Talvez seja uma verdadeira crucificação. Como é difícil perdoar. Como é complicado “arrancar” de dentro de nós um ato quer seja capaz de perdoar, principalmente a quem amamos. Deveria ser mais fácil, mas é ao contrário.

Perdoar quem não amamos é fácil. Difícil é perdoar as pessoas que temos carinho. Aqueles que convivem com a gente. Isso sim é um sacrifício.

Hoje, dentre todos os “ritos” da Sexta-Feira Santa para os católicos, muitas vezes deixamos de fora o perdão. Peixes grelhados, ao bafo, na churrasqueira. Mas muitas vezes temperados com o peso da dor de não conseguir perdoar.

Isso corrói. Um verdadeiro veneno.

Ainda que fosse para perdoar um ato criminoso, uma falta de caráter, uma maldade. Até poderíamos compreender que é difícil. Mas o mais espantoso é que não perdoamos na maioria das vezes quem nos ama. Quem nos quer bem. Que errou sem dolo. Que não quer mais errar.

Não deveria ser assim.

Se Jesus Cristo perdoou a todos nós por amor, por amor deveríamos perdoar quem amamos. Mas preferimos manter uma barreira que nos afasta. Um verdadeiro degrau que ceifa momentos de felicidade.

Jesus foi extraordinário, pois foi crucificado e ainda perdoou todos os homens. A lágrima de dor seria ainda maior se não houvesse o perdão.

Será que podemos perdoar sem sermos crucificados? Será que seremos crucificados por não perdoar? Será que o perdão é tão doloroso quanto a dor física?

Sem dúvida, degustar um peixe nesse dia, depois do perdão, seria o melhor tempero.
Feliz Páscoa para todos!

Até semana que vem!

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