Pai é pai, e não ajudante da mãe!
Sexta, 07 de Agosto de 2015

Nesta coluna vou me utilizar de um artigo escrito pelo renomado psiquiatra e educador Içami Tiba, que infelizmente nos deixou esta semana. Mas, muitos dos seus ensinamentos continuarão a nos guiar e servir como bússola a nos orientar sobre o tema educação, tanto na relação de pais e filhos, e como professor/educador e aluno. Aproveitando que no domingo é o dia dos pais, vou me utilizar de um precioso artigo escrito por Içami Tiba, no qual ele discorre um pouco sobre a arte e ofício de ser pai. Ele inicia dizendo que: “Paternidade é uma função própria do pai, com direitos e obrigações familiares importantes. Pai não é coadjuvante da mãe, é seu complementar. A mãe costuma pedir ajuda ao pai: ajude aqui, por favor, fique um pouco com as crianças! Ele acha que está apenas ajudando a mãe e não se sente fazendo a sua parte. Muitos pais nada fazem enquanto suas mulheres não pedem. Para os filhos não interessa se é a mãe que está muito ativa ou se o pai é muito passivo. O que eles precisam é de pai e de mãe. Neste ponto, alguns pais reclamam que suas mulheres os tratam como se fossem filhos. Paternidade é a atitude de estar pronto a atender seus filhos, sem esperar que a mãe peça. Um pai acomodado, além de não ser um bom exemplo na família, estimula o filho a explorar a mãe. Numa família assim pode se estabelecer uma confusão entre pai acomodado/pai bonzinho e mãe ativa/mãe rabugenta – quando na realidade o pai é negligente e a mãe ativa é obrigada a cobrar as obrigações de todos. Fica muito clara essa situação quando uma mãe reclama que ela é a “pãe” da família. Ela tenta preencher também as funções de pai, o que é quase impossível. Há muitos homens, no entanto, que já assumem bem mais seu papel. Muito longe de querer substituir a mãe, eles querem tomar parte na educação do filho.” Que esses belos ensinamentos aqui deixados pelo Içami Tiba possam ser implementados por muitos pais, que muitas vezes não exercem o seu verdadeiro papel, de estar ao lado dos filhos para dar amor, carinho, atenção, brincar e ajudar no que for necessário. Que neste dia dos pais, sirva também para uma reflexão, se realmente estou sendo um pai presente, se estou ajudando na educação e cuidados para com os meus filhos, aqui não falo apenas em ajudar financeiramente, mas mais do que isso, é estar presente ao lado dos filhos quando eles mais precisam, dando amor, atenção e exercendo o verdadeiro papel de pai. Quero aqui de um modo especial, agradecer por eu ter um pai sempre presente, apoiando-me, ajudando-me e exercendo seu verdadeiro papel de pai. Lembro-me de quando criança, quantas vezes, à noite, ele cansado do trabalho, brincava conosco, fazendo cavalinho em suas pernas e tantas outras brincadeiras, que até hoje estão presentes na minha memória. Parabéns a todos pelo dia dos pais, de um modo especial ao meu pai Valdiro Faccin, por ser exemplo de pai, amigo e companheiro. Abraços a todos. 

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