Onde foram parar a honestidade e a lealdade?
Sexta, 26 de Fevereiro de 2016

Nesta coluna vou me utilizar de parte de um artigo escrito pelo professor Marins, o qual nos traz uma reflexão sobre dois valores importantíssimos que estão cada dia mais ausentes e em falta nas ações e no cotidiano de nós seres humanos. Ele inicia dizendo que: “A cada dia somos assombrados por notícias sobre pessoas de quem jamais poderíamos esperar qualquer coisa que não fosse retidão, honestidade, lealdade, respeito e que na verdade transgrediram as mais básicas normas da moral e da ética. Pessoas de todos os níveis e com elevada formação intelectual apunhalam aqueles que lhes deram cargos, funções e posições de confiança. Num breve levantamento que fizemos com jornalistas conhecidos, nenhuma área ou setor ficou isenta de histórios de verdadeiro horror de traição, desonestidade e deslealdade, sem falar de outros temas como pedofilia, assédios, etc. E o que nos deixou pasmos é que não faltaram homens, mulheres, jovens e idosos como protagonistas. Uma empresa internacional de análise de riscos afirma que 80% das empresas têm fraudes comprovadas e que 20% apenas ainda não descobriram... Onde foram parar a honestidade e a lealdade? O que está acontecendo com o ser humano? Onde iremos chegar? O que fazer? A triste conclusão é que essa situação nos faz a todos perdedores. Não há ganhadores. Os desonestos e desleais um dia serão pegos como temos visto acontecer e, mesmo que não sejam descobertos, com certeza as suas consciências não os deixarão viver em paz. Os que foram lesados conviverão com o trauma de terem sido vítimas de pessoas de quem esperavam apenas lealdade e honestidade. As causas desta situação em que chegamos vêm sendo discutidas no mundo inteiro. Mas se descobrir as causas pode ser importante, o essencial mesmo é cada um de nós começar um pacto ético e moral conosco mesmos. É hora de reconhecermos o buraco em que estamos nos metendo ao viver numa sociedade em que não existe confiança, nem verdadeira amizade, pois sem lealdade a honestidade não pode haver futuro que valha a pena viver. E para começarmos essa verdadeira revolução, minha sugestão é que comecemos conosco mesmos, fazendo um profundo exame de consciência. Em seguida em nossas casas, em nossos lares, em nossas famílias, com nossos irmãos, filhos e mesmo com nossos pais e em seguida passemos para nossos amigos mais próximos e colegas de trabalho fazendo com eles um debate sério sobre a urgente necessidade de construirmos uma sociedade alicerçada em valores elevados. Ou tentamos fazer isso, ou continuaremos nesta vida de traição, de deslealdade, de perde-perde. É preciso voltar a acreditar nas pessoas, no ser humano.” Pensemos nisso, e que realmente possamos ser pessoas diferenciadas, agindo com honestidade, ética e lealdade. Sucesso a todos e até semana que vem. 

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