Que país é esse?
Sexta, 19 de Maio de 2017

Nesta coluna, vou tentar discorrer um pouco sobre o que Renato Russo, em 1978, já questionava na letra de sua música “Que país é este”, que só foi gravada em 1987 pela Banda Legião Urbana, que, conforme um texto contido no encarte do álbum na época, a banda explicava que a canção "Que país é este" nunca foi gravada antes porque sempre havia a esperança de que algo iria realmente mudar no país, tornando-se a música então totalmente obsoleta. ” E aí? Ela foi gravada em 1987 e hoje estamos em 2017 e ainda a letra não se tornou obsoleta. Por que? Onde está a ética? A honestidade? Onde estão os bons políticos? Aqueles que, em épocas de eleições, comprometem-se em trabalhar pelo bem da população e, após eleitos, comprometem-se apenas com os seus interesses. Aonde estão os defensores da população? E nós, cidadãos, que temos em nossas mãos o poder de escolha, o que estamos fazendo? Estamos escolhendo os melhores candidatos? Estou votando por acreditar naquilo que o meu candidato defende ou estou votando naquele candidato que mais paga pelo meu voto? Estamos conseguindo discernir o que é certo ou errado na política? Ou estou cego defendendo o meu partido e os meus candidatos? Pelos acontecimentos e provas veiculados nos meios de comunicação ultimamente, todos os partidos e a grande maioria dos políticos que estão ocupando cargos eletivos no executivo e legislativo no cenário nacional estão envolvidos direta ou indiretamente nesta “nojeira” que virou a classe política brasileira. E aí? Será que ainda algum destes que estão no poder, merecem que o defendemos? Ou deveríamos estar cobrando uma explicação e exigindo que sejam presos e devolvam todo o dinheiro que “usurparam” do nosso país, e hoje falta dinheiro para a saúde, educação, infraestrutura, segurança e tantas outras coisas que deveríamos receber em troca da alta carga tributária que pagamos. Que país é esse? A resposta está em nossas mãos. Eu acredito que as pessoas que trabalham de forma séria, honesta e com ética são a grande maioria da população. E também acredito que serão essas pessoas que vão dar um novo rumo ao nosso querido Brasil, mas para isso, precisamos mais do que nunca, nos envolvermos nas discussões sobre o futuro político brasileiro, aqui não estou falando de um ou de outro partido político partidário, mas sim, do envolvimento e engajamento das pessoas sérias, trabalhadoras, das entidades representativas das classes trabalhadora brasileira, aqui também não estou falando dos inúmeros sindicatos vinculados a um ou outro partido político, mas sim, das entidades sem vínculo político partidário que, de forma imparcial, procuram defender os interesses do coletivo e não do individual. Estamos vivendo um dos momentos mais críticos da política democrática brasileira, mas precisamos mais do que nunca, mostrarmos para a “velha política” que nós, trabalhadores, ainda acreditamos no Brasil e vamos recolocá-lo nos “eixos”, onde a honestidade, a transparência, a ética, a boa gestão, o comprometimento com a população prevaleçam na nova gestão pública brasileira. Pensemos nisso, e que logo possamos ter uma resposta melhor para a música “Que país é esse”. 

Comentários