Lágrimas de Dinossauros.. Tão raras quanto suas músicas
Sexta, 14 de Novembro de 2014

Ao Som de Gracias a La Vida – Mercedes Sosa

Dia destes ao olhar bem tarde da noite (na madruga) a página do Facebook, quando os morcegos habitam e vemos descansadamente aquilo que nos faz bem, falamos com amigos, de longe e de perto, tecemos comentários, teorias e tais coisas que o manto da noite protege à sombra da lua e de estrelas, do vento bom que vem da sacada e lembramos coisas da curva do tempo. Compartilhei um link sobre uma pesquisa de que existem diferenças entre o que se conversa durante o dia e o que se trata á noite, uma pesquisa séria de uma antropóloga americana de Utah mostra isso, mas nem precisava ela ter ido até ao Kalahari na África e durante 40 anos pesquisar junto às tribos nômades, bastava ter vindo em uma das tantas reuniões ao lado das fogueiras bem aqui no centro do mundo, lá no Santo, um lugar paradisíaco na costa de um dos tantos verdes vales de minha terra, poderia entoar as mais sensacionais melodias ao som do violão do mestre Quirino, poderia também ouvir muita filosofia e muita história do mundo ou então da melhor parte dele. Na tese, Poly disse que a fogueira se presta a reunião, a comunhão e que os assuntos são exatamente estes dos quais narrei, então estamos a muitos anos fazendo a mesma coisa ao redor do mundo, das tribos coletoras, caçadoras do deserto africano, até a gente jovem reunida, tentando aumentar o amálgama que existe, e que observamos pacientemente se fortalecer durante anos de convivência. Antes dessa tecnologia toda era mais difícil, mas ainda guardo com muito carinho e cuidado as cartas que meus bruxos trocavam. Isto tem um valor imenso, você sabe o que é isso? Na oportunidade era a forma mais econômica de trocar, hoje tem celular com WhatsApp, fala com quem quiser a hora que desejar, envia imagens e é por causa disso que as fotos antigas são tão valiosas. Uma foto era um acontecimento, uma comemoração, hoje popularizou a imagem e temos belas imagens circulando por aee, a essência continua a mesma, é outro tipo de comemoração, o que não muda é o amálgama que une o peito das pessoas. Alguns entendem e outros se perdem nos flashes de gosto duvidoso e de exaltação de falsos valores, que bom que você está de carro novo, que viaja pra cá e pra lá, nem isso, nem aquilo irão alterar o que você realmente é. Intua, quando perceber que seus valores estão guardados em coisas simples e em recipiente sem ouro nem prata, perceberá que precisamos aprender, sempre a cultivar hábitos e valores sinceros, temos um dos melhores em nossa cultura missioneira, entre os gaúchos, o cálice vem da cuia que passa de mão em mão, perpetuando valores e igualando as pessoas, exatamente pelo que de mais valioso possuem, que possamos perpetuar isso espalhando um lema que conhecemos bem, Liberdade, Fraternidade e Igualdade!

Saúde e Sorte, para aqueles que fazem.. A diferença! Salve! Ubuntu!

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