O ônibus das Cobras Ouvindo – Fernanda Takai
Sexta, 24 de Abril de 2015

Das dobras, quando você encontra nas curvas por aee pessoas que lembram algo que também aconteceu na história, é natural que ocorram boas gargalhadas..

Lembrado da época, revirei memórias e lembrei que embora na cosmopolita (acho mesmo que na época Nova York nem era assim tão charmosa.. eheheh) tinha cinema, tinha coisas que hoje não tem, tinha regra de chegar em casa antes de a noite cair, tinha escola e as grandes partidas de futebol, que traduzindo hoje poderiam ser disputadas em qualquer destes campos modernos. A memória meus caros, é coisa boa de ter, lembro casos interessantíssimos, um deles era o ônibus das cobras, uma ocasião ímpar de contato com seres diferentes e perigosos, normalmente os ônibus eram prateados, lembro de uma feita em que um desses esteve por aqui, localização exata na Rua Arthur Milani (Subida da Rodoviária) quase na frente da loja do Boticário, do outro lado da rua. Tinha uma alimentação elétrica dessas de parques de diversão e tal, uma vara com alimentação direta do poste ou da caixa de energia de algum vizinho..

Porta sanfonada na dianteira, gaiolas mais ou menos há 80 cm do chão, estudantes, se amontoavam para entrar, e o ingresso permitia que se ficasse determinado tempo, então o ingresso do pessoal era aos poucos em grupos, saía um grupo e entrava outro.. Corria a semana única de parada do tal ônibus na cidade e os dias se sucedendo e meus Pais sempre atribulados não permitiam que saíssemos sós, nem lembro a idade que tinha á época.. Mas de tanto lembrar (Lotar o saco mesmo) O Pai e um Amigo reuniram a tropa e lá se foram sábado final de tarde, quase noite.. Tempo carregado, vento e tal, como era prática naquele tempo (isso parece que anda voltando..) ventava ou garoava e como se dizia á época, o cachorro fazia xixi no poste e a luz se escafedia.. E nós lá dentro, observando os medonhos seres (que a época imaginava que apenas rastejavam.. hoje.. vemos andando por aee com duas pernas e uma língua bem grande e solta..) escuridão.. Pavor total, correria, gritedo, tudo junto ao mesmo tempo, coisa medonha, o Pai e o Tio saindo calmamente e nós em desabalada correria, coração na boca, imaginem, aquelas sucuris, jiboias. Olha, acho que só faltou mesmo a anaconda, mas nossa já barulhenta na época fazia supor que as jaulas das cobras teriam fechos elétricos e tal.. Coisa de louco, ainda hoje não me faz bem estas companhias, se por acaso me encontrares com alguma.. Separa que é briga.. Eheheh

Vou suprimir o nome dos presentes, hoje todos bem grandinhos, mas na época, as roupas de baixo acho que ficaram marcadas.. E tem aquela do diabo também.. Mas essa fica pra outro dia..

Abraço, pra quem não gosta de ofídios.. 

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