Quando as Coisas Mudam!
Sexta, 15 de Maio de 2015

Ouvindo Candy – Iggy Pop –procura no tube e coloca rodar..
O Incenso de Patchouli arde no canto da mesa, os bons eflúvios que evoca deixam a atmosfera mais calma, diria que os orientais nos ensinam muito e a cada dia mais, dias desses alteraram o modus operandi de uma rádio que fazia o furor da juventude na então Porto Alegre, enfim conseguiu-se e foi mantido até onde imaginei um padrão de excelência no quesito Rock’n Roll no Rio Grande do Sul, durante muitos anos (32) a Ipanema, viajou pelo éter, agora sai da freqüência modulada e entra no digital (web), claro que perde um tanto a qualidade sonora, já constatei isso na migração de formatos como do vinil para o cd, a música parece que fica espelhada, sem aquela profundidade.. Mas o formato muda como tudo nessa vida doida, de carros a bolachas, lembro que a instantaneidade moderna trás perdas.. Irreparáveis. Segundo a segundo, cobertura de guerras on line, mísseis teleguiados, notícias plantadas, vants, e vamps, soltos por aee a congestionar o éter, que anteriormente conduzia as boas e longas ondas do rádio, sei que a evolução cobra preços, por vezes caros demais, quando assistíamos a ficção científica com óvnis escondendo-se na lua, jamais pensaríamos que toda a tecnologia empregada para o homem dar um pulo lá, hoje cabe em grande parte em porta malas de automóvel popular.. A inventividade, o conhecimento do ser humano está avançado, mas e o outro lado? Cadê a espera, o frio na boca do estômago? Pegar o vinil com as mãos, tirar o lacre e colocar com aquela sensação indescritível? Mais ou menos como ter cheiro de gasolina na mão após abastecer a moto, existe coisas que enquanto não observarmos direito, perdemos parte importante do todo, a exata necessidade de complementação de tempo, do ser e espaço..
Anteriormente media-se o tempo em luas, gosto disso, a lua me encanta e sua majestosa forma prateada no breu é algo, deve em parte ser da natureza que mantém num canto do DNA, como um uivo que solto vezenquando em palavras e letras..
Hoje se olha muito o espelho, a tela touchscreen que nos deixaram na beira da praia, como para o oceano do Espírito Santo deixaram espelhos e contas, deu no que todos perceberam que estas alterações não deixem a coisa pensada e gestada, o símbolo de rebeldia, o bom e velho Rock’n Roll, que embala em letras cruas a hipocrisia de fachada desta sociedade que não cuida de seus doentes e famintos, que prefere outras luzes, e outras páginas deslocadas das tragédias e da coluna de registro policial..
Atitude é botar pavor na carolagem, exatamente com atitudes humanas.. Estas ainda são as melhores!
Abraço para quem.. Faz a.. Diferença!

Comentários