Levanta a mão quem não adoeceu este ano
Sexta, 31 de Julho de 2015

Ouvindo Welkome to the Machine- Pink Floyd
Abro carta, e-mail e caixa, e em todos os consoles me contam gente que guardo no peito que passaram aperto, isso e aquilo, uns como eu tomaram vacina, outros não, de receitas iradas, com quilos de química a uma colher de camoatim de mel campeiro, que destrancou o nariz na hora, o chá de mel e limão, o suador embaixo das cobertas. Me senti este ano em plena Inglaterra no século 27, dias acamado, com medo que fosse coisa ruim, já vi parceiro assim, confissão e tudo, passamos maus bocados, mas como tudo, passou, agora ouvindo um bom e legendário Pink Floyd, vou recobrando as energias e porque não dizer as ideias, que se embaralham quando estamos doentes, acho que tem alguns da política que devem estar constantemente com febre, só isso explica a quantia de asneira que fazem. As receitas mais mirabolantes vi, ouvi e li, mais ou menos quando se tem filho pequeno e com alguma pereba daquelas que não sabemos de onde aparecem, e então vem receita de tia velha, de avô e avó, de dindo, e dinda, amigo de infância e tal, aprendi com o tempo a fazer ouvido de mercador (como diria minha inoxidável vó Maria, a única que não me deu receita nenhuma para meu primogênito, apenas olhou nos meus olhos e me abraçou quando soube que ia ser pai). Mas temos que dar atenção às pessoas, por vezes se importam mesmo, e repetem ad eternum o mantra que ouviram lá pelas bandas de suas casas, então colecione como se fossem histórias e selecione os ingredientes, pelo menos para mostrar que você também os quer bem, mas a sabedoria popular e os velhos pajés sabiam como tirar isso de letra. Hoje não mais, esta sociedade de plástico (de todas as formas e tamanhos) daqueles que vendem o paraíso, no consumo de determinado bem ou serviço, e até mesmo algumas seitas que andam vendendo salvação para incautos. Madre Tereza, a de Calcutá, nos disse: As mãos que ajudam são mais santas que as que rezam. Claro que sei do poder da oração, mas precisamos urgentemente de mais abraços, de solidariedade, de clareza de intenções e não apenas de tribunas. Esta terra, que chamo de centro do mundo, foi moldada nos ombros de muitos, alguns dos mais novos nem tem ideia de quem foram. Uma boa pergunta que meu querido pai fazia para a gurizada era: quem é teu avô? Sabedoria para conhecer o cerne e o tronco.
Alguns realmente fazem muita falta. Outros... Estes foram Livração!
Toma sempre o remédio amargo, na hora que precisares, o doce sabor da cura vem com o tempo.
Abraço para quem... Faz a Diferença!

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