E nesse turbilhão acho que vou fazer greve..
Sexta, 04 de Setembro de 2015

Ouvindo The Boxer - Paul Simon and Art Garfunkel

E cansado chego à esquina, mas aquilo que cansa nem é físico, tem tinta de todo teor de chumbo nisso, os enganos teus e de outrem, a negativa tua e de outrem, o silêncio quando de outro lado quase esganiçado, pronuncio coisa retirada de algo que sinceramente acredito e que parece não te importar ou nem ao menos interessar. Essa negativa de gente que pensava de carne, mas que está contaminada pelo plástico, pela matéria que dominou o mundo, causando avanço e lixo, em todos os sentidos, físico, químico, mental e espiritual, nem tua essência está livre disso. Em breve encontrarão partículas disso no teu interior, e como um veneno poderoso ele toma conta de corpos e mentes, copos não são mais de vidro, o que bebes vem de outra forma e o que comes também, o comportamento de alguns (muitos) está plastificado também, esperam em vão pela imortalidade, enchem o corpo de substâncias tais como plástico, na vazia tentativa de melhorarem, atingirem outro patamar intentado, construído pela sociedade de plástico, que cria forma e conteúdos “ideais”, mas que na verdade, replica um comportamento doentio, comercial e industrial que privilegia a forma e não a essência. Quando falo que congelei as flores, não minto, flores são organismos vivos que encantam e lembram atenção e carinho; isso pode evoluir ou não, depende de quem as recebe, se alimenta com água e atenção, se olha, se eterniza no clique ou na sua parte mais linda da íris. As flores vivem eternamente, até mais do que diamantes.. Quem recebe flores não precisa se importar com inveja e ganância, coisas simples e diretas me encantam, outras me espantam para longe. Recitar algo que prezo ter um posicionamento, que admiro e ajudar a tornar este mundo, um tanto melhor, ganha pontos, na escala doída que é o bater do peito. Outros, bem, outros não encantam, nem fascinam, do ponto de vista intelectual é sendo simples e honesto consigo mesmo que iremos além, bem além. Não é necessário mentir, nem iludir, nada do que existe de puro neste planeta é feito baseado na falsidade, essa terá a receita final que lhe é garantida, ou seja, o fracasso.. Para ser incomum e raro é preciso usar a verdade, dessa forma serás sempre autêntico (e nem pensem nisso como obviedade).
Tenho leve impressão que as flores que porventura enviar, cheias de perfume e admiração e, aquelas outras, bem, aquelas eu congelo. Dessa forma, preservo a natureza delas e as protejo de alguns alguéns que não precisam recebê-las, pois vivem nesse mundinho de plástico..
Esta coluna dedico aos professores e professoras, esses caras teimosos e incríveis, que apesar de tudo em sua volta ter sido sempre de plástico, mantêm a chama acesa e viva. Talvez um dia tenha alguém que os valorize tanto como seus admiradores secretos, e lhes pague com justiça sem lhes tirar o doce sorriso de seus preciosos lábios. Lembrem-se: vocês serão eternamente responsáveis por quem cativarem..

Grande abraço de alguém que os valoriza como gente e não como plástico.

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