A Falta que Tu Faz!
Sexta, 27 de Novembro de 2015

Ao som de “Spirits in Material World”


Quando a finitude levanta muro, intransponível, de improvável papo e trela, projeta sonhos, nossa pequena condição impede de usar todo o potencial e assim, durante tempo que jamais é igual ao do outro, vamos conhecendo uma das piores formas de saudade, a do olhar, porque pessoas muito especiais miram tão profundamente que despem coisas baratas, como orgulho, filosofias vãs e outros truques que a universalidade de povos construiu com o decorrer do tempo.. Uns usam isso para estar na onda, que nem sabem é marolinha, não sustenta voo, nem mantém a prancha.. E as Luas movem uma após outra, alterando de forma e tamanho, enigmáticas cada uma desde o ocaso até estarem plenas no céu, da cor do teu sorriso ficaram pontos de exclamação, o Davi disse que Você virou estrelinha na sua constelação imaginária, pra nós com mais cicatrizes teu olhar pleno e tua fala mansa estão nos deixando assim incompletos, a orientação de quem conhece a curva e como é duro conhecê-la aos poucos, vamos deixando nossos esteios em barcos do caronte que insiste em cobrar o transbordo, esse custo para alguns é monetário, outros, no entanto, tem outro que é maior, é doido de dor que não se vê, apenas sente, como um eterno corte, uma chaga, que aos poucos vai criando casca, pode até recompor pele, leva tempo e em cada nova topada abre e sangra não esse vermelho que tu tens aee dentro das veias, mas outro tipo que não tem como identificar em laboratório, tem outro tom, outra forma, água salgada rolando na face pra uns, sisudez e pranto contido em outro, é da anima, vem do DNA, daquela maravilhosa espiral que traz tua cor de pele, a cor do teu cabelo e a bela cor do teu olho, mesmo aquele da cor de tempestade, faz falta teu olhar de verde da cana Pai, talvez seja por esta pequena diferença não de TER, mas de SER que sempre te diferenciou, e pelo que vi e senti até este momento.. O Teu caminho foi certo.. Continuo dizendo para meus amigos, irmãos que a vida deixou por aqui mais um tempo pra me acompanhar, que a minha sorte foi essa, o bilhete de loteria ganhei lá atrás, que bom que o mantive sempre por perto e pude compreender e aprender as lições, minha prece tem sido esta, que eu seja pálida imagem tua e que lá no final os meus pensem ao menos com este tom desse cara que luta e não se entrega.. Assim no más.
O Tempo é algo que cura como bálsamo, mas marca como brasa!

Na Terra de Homens Justos, Pai Tem lugar de glória.. Seu Pompílio!

Me ensinou a diferenciar o resto, fagulhas que ardem como pirilampos sem energia, e não luzem, nem brilham..

Acostumam-se com os restos de um banquete de gosto duvidoso e insosso.

Carpe Diem

Comentários