O Café do Centro do Mundo!
Sexta, 18 de Dezembro de 2015

Ouvindo Nei Lisboa

Acostumei na casa da Vó Maria a tomar Café de balde, do bom, com gosto, sem mais, mas com tudo o que é necessário, o olhar de longo alcance, e com a calma que ele transmite, o ouvido atento e mudo, o confiado está confiado, nada a declarar, nem tampouco a delatar, pensei muito nisso dia desses quando li na linha que “Pessoas não precisam ser descritas.. Precisam ser ouvidas..”. Frase forte, dita assim solta na linha, realmente algumas pessoas de quem carrego DNA agiram assim durante sua passagem por aqui e me deixaram isso como mantra. Está chegando mais outro Natal, luzes brilham, enfeites refletem, quando penso nisso sei que é feito para encantar os pequenos, manter o sonho, de uma parte aumentar o consumo, e para esta parte é a colheita de algo que plantaram durante o ano, pesquisando em livros e não na rede, descobre-se coisas, festas assim ao final do ano calendário, eram para agradecer boas colheitas, como no Paraná, que neste ano as cooperativas distribuíram lucros, fruto do trabalho de seus pares, e da inconsequente e nada constante política, aumento de dólar, sobra pra alguns, não pra todos, e aee está a senhora diferença, todos merecem, não apenas alguns, e de dia em dia aumentos constantes roubam um pouco de tranquilidade conseguida depois de muita luta, mas as fogueiras de final de ano queimavam o joio, a palhada sem viço, e serviam de alento aos Deuses, eram luz também, pouco diversa da atual, hoje a etiqueta que está na roupa (em algumas na parte de fora) é o que justifica o consumo, por que espelham castas distintas, pessoas além da linha usaram peças básicas, não se engane com o look da novela, ele não irá te fazer ficar no padrão importado diretamente da Escandinávia, por aqui neste sereno moreno, a lua brilha muito mais pelos olhos de Capitus e de Gabrielas e de Cássias.. Todas, figuras unas de nossa cultura brasilis, daqueles contos bem nossos, que ouvimos (mais ao sul) como o Negrinho do Pastoreio.. Mas pode ser também a velha do saco, é meu costume ouvir e interagir, desde criança foi assim, e com as luas, isso aumentou o ciclo, hoje, além de velhos companheiros e amigos, ouço as crianças, fruto de quem foi criado atrás do balcão, como diz minha Mãe, os pequenos não mentem (salvo quando estão querendo algo do tipo de Pinóquio) e têm umas tiradas maravilhosas, é por esta singela razão que fiz um acesso no site da Coca-Cola, com um Davi atento e com luzes nos olhos, coisa tangente, tocante mesmo, o Pai Noel do outro lado do éter eletrônico falando coisas básicas que ouvi na extensão de minha infância, a parte mágica foi quando ele ligou para o fone e falou com ele, coisas assim são pérolas, para quem percebe os detalhes e que apareceu depois num papo com os filhos na mesa de almoço, ali os dois, comendo batata frita (sem óleo porque o Pai se antenou em tempo) uma loucura de arroz (como diria o Ico) e uma carne saborosa, na mesa de advento, que venham bons ventos, percebi que existem outras formas, mas o amor é o mesmo, sem frescuras, sem ditames e principalmente numa casa sem gritos, acho que percebi evolução nisso.. A Queima da palhada, do Joio, gera também luz, pode servir de lume para viajantes cansados e com necessidade de calor para aquecer corações com cicatrizes, porém com um indomável gosto por tentar novamente estar em paz e nesta percepção, olhar o caminho, importando-se com o detalhe e, principalmente, com gente que tem e faz vibrar o peito e o lume dos olhos.

Saúde e sorte ! Para quem faz.. a diferença !

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