A porta da tua casa!
Sexta, 08 de Janeiro de 2016

Ouvindo Belchior – Coração Selvagem – todo o disco!

Da Dobra sai o primeiro Réveillon, ainda na década de Oitenta, na Chácara do Tio Aldo, lá em Tenente Portela, me acostumei assim a partilhar desta alegria e do convívio da Família Chiodi. Neste Tempo Todo, entre abrir a porta da cozinha na velha e legendária casa da Tamoio, pra saciar uma fome de hora, antes da aula do Brevê, abrir a geladeira e sair de lá mastigando uma coxa de galinha, sem se importar com formalidades.. Coisa de Gente do Coração, recupero isso depois de um período de bastilha, este ano novamente, e tenho percebido que o que é nosso não solta, mesmo em pensadas gulags, a amizade, o convívio, a certeza e o carinho é tanto que já me considero um deles, assim de canto, porque ser um Chiodi é muito além da Curva. Conheço gente do Meu Bando que é assim, generosa, sabe ouvir e falar, mesmo aos gestos e com uma boa explanação histórica dos fatos, numa casa que sempre transpira cultura, da cabeça, dos livros, da boa mesa, porque precisamos provar os quitutes, relatados nos livros, nos filmes e tal, esta passagem foi a Toscana com suas indefectíveis Bruschettas, deliciosas, o prato do aniversário de casório do Tio Chiodi e da Tia Adail, devidamente repetido anualmente, as músicas, lembranças, como se fosse um mosaico daqueles que vezenquando a Analucia proporciona em uma parede por aee nas casas de cada um deles.. Cada um tem sua habilidade, ultimamente meu Compadre Coreio está se especializando no fogão, a Luciana em Consertos gerais, o Tio Faz um Bife e Batatas Fritas que, segundo lembro, reponta aos melhores da minha Avó Maria Mestre Suprema no Prato, a Tia Adayl é um Dínamo, não para, está sempre funcionando e com isso a casa anda o bom mate, a conversa espraiada sem dedos, um olho na televisão que invariavelmente sintoniza nosso Vermelho Mais Rubro, a Leitura e as Caminhadas na Beira da Praia, onde se exercita o corpo e a alma, faço questão de ter Gente assim por perto, e sempre que posso, estou entre eles, os Netos cada um mais diverso de outro vão bebendo a sapiência rara e também a honradez de fazer parte de tudo isso, bons programas, um jogo de general com todos envolvidos, menos os gatos que segundo crença antiga, são Gente Nossa que resolveu voltar um tanto nesta viagem e ficar mais perto, do carinho, do dengo e da bela confusão. O Ano que passou foi bem difícil para grande parte de Nosotros, o sal marinho da passagem, a areia sobre os pés e não apenas na rotina de esvair entre os dedos, os brindes, a reunião, para cada dia uma surpresa e sempre invariavelmente a lembrança de amigos que estão por aqui, o Jefão sempre presente nas conversas e especialmente no coração de cada um de nós, os Vagabundos de Rua reunidos anualmente também marcam presença e, invariavelmente sai outra foto daquelas icônicas, o encontro na Casa do Roco em Capão é ato de calendário, juntam-se alguns Titãs que estão por ali e naturalmente celebramos á vidaLembramos Cada um dos Amigos, mesmo os que estão no andar de cima..

Que o início deste Bissexto Ano seja leve e que guardemos a Esperança de nos tornarmos pessoas melhores, em pensamentos, atos e palavras, que nossa mão seja um leve afagar no peito do outro, mesmo quando não pareça precisar.. Os gritos mais altos normalmente se dão em mais profundo silêncio!

E se por acaso alguém se importar, ou perguntar, estamos Todos Muito Saudáveis e Lúcidos.

Saúde e Sorte! Para Quem Faz.. A Diferença!

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