Lembra-te que és mortal!
Sexta, 15 de Janeiro de 2016

Ouvindo Música Popular Brasileira da Melhor Qualidade..

Em Ano Eleitoral, ainda sofrendo seus efeitos nefastos e contundentes, terminei de ler - Qual é Tua Obra, do Mario Sérgio Cortella. Levei mais tempo do que o normal para devorar. Não se trata de um livro qualquer, um daqueles que engana pelo tamanho e também pelo conteúdo, trata de ética, gestão e liderança, entre outros assuntos. Sempre me chamou atenção nos livros dele quem os prefacia. Já li outros quatro que invariavelmente foram familiares ou pessoa célebre, mas como anunciam a obra, isso é naturalmente delicioso, coisas para dizer de bons amigos, dos melhores.. E disso conheço um tanto, e os tenho claro há muitas luas, sempre com tempo bom? Não, você só descobrirá teus verdadeiros amigos em tempo ruim, tempestades daquelas que fazem o barco quase virar, mas, graças às remadas tuas e de um e outro, que tanto podem ser abraços, palavras e até mesmo o olhar.. Falo disso porque enfrentaremos outra campanha eleitoral, já vi amizades se desfazerem por isso, na verdade conheço um tanto do assunto, graças a Deus e aos ensinamentos de meu Avô Materno, que foi político e legou para os filhos e para minha Vó, a primeira e grande lição, nunca dependa deles, e faça-os entender isso, de forma clara e inequívoca. Essa parte aprendi com meu Pai, aproveitem cada instante quando estiverem com gente de olhar longo, fazem Toda Diferença. Tenho amigos na política, é uma colcha de retalhos, pois cada um defende um lado, mas o que importa é a consciência, a transparência e a verdade. Ter esta bagagem não é simples, ao contrário, equilibrar atos e fatos, filtrar e conhecer cego dormindo e rengo sentado é, antes de tudo, trabalhoso. Sobre os ensinamentos do Cortella, no último capítulo do livro, engraçado, parece que nos prepara para entrar em rio caudaloso e profundo. Começa na margem, ainda rasa e vai entrando, assim, como quem não quer nada, passo a passo, opa, não dá mais pé, ensina a boiar, depois a nadar suavemente, logo após, já com braçada forte para enfrentar a correnteza, esta vírgula tem significação, a correnteza era um dos maiores obstáculos de minha infância, fruto de conversas ouvidas e pelo pavor instalado na ainda tenra idade não ter ainda despertada a habilidade do nado, alguns truques utilizados decerto para afastar-me das pescarias e caçadas com meu querido Tio Pedro, o Cañellas, mas ética é assim, ou você vivencia com os seus, ou a vida te ensina da forma mais dura, Cortella narra uma parte da história, pouco divulgada popularmente, e ensina que o ser humano precisa estar vigilante, sobre seu poder, instalado de forma como normalmente é feito.. Na Roma Antiga, toda vez que um líder, general, voltava de batalha, era conduzido numa Biga, ao seu lado um escravo pilotando e, outro a pé, talvez o mais importante, porque cavalos naturalmente trotam e seguem linha reta, o escravo que seguia a pé, a cada 500 jardas (457,2 metros), subia na Biga e falava ao ouvido do homenageado- “memento mori”, estas palavras lembravam que tudo aquilo era momentâneo, passageiro, é em última análise espécie de vacina, contra a arrogância, intransigência, e leviandade do poder, por que como dizia meu Irmão Dani – “Mãe, O Poder Corrompe”, lembra os atos e fatos de quem eventualmente postula teu voto, especialmente como é quando tem poder, qualquer um deles, dinheiro, status, cargos, e outros confetes potencializados por esta sociedade de plástico. Cuidado e atenção. Afinal somos TODOS iguais, e invariavelmente quem paga a conta somos nós..

No final do percurso o homenageado recebia folhas de palmeira em bandeja de prata.. modernamente podemos traduzir como “Salva de Palmas”.

Saúde e Sorte- Memento Mori

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