O Ovo e a Serpente
Sexta, 22 de Janeiro de 2016

Ouvindo Amor de Índio – Beto Guedes

No detalhe você encontra respostas, é necessário observar, assim de canto, sem arroubos de douto, sem quês e tiques, sem entrar em neuras, observar atentamente, perceber atos e fatos, falas e ditos, comportamentos diante disso e daquilo. Aos poucos vamos construindo imagem e tese, não que isso seja vital, não é, você pode passar pro lado da boiada, daqueles que se amortecem em comentários e cenas de gente linda que passa no tubo que está na sala da casa de muitos, que depois disso passou pro quarto de cada um e modernamente se encontra no bolso com as mais hilárias capas, de rosa frufru a amarelo gema. Essas telas que andam iluminando a face de geração inteira conduz pra brete, falta bateria pra tanto insert, pra tanta kkkk, como se fôssemos hienas, chafurdando em pouca lama e muita m**da. Um tanto cínico hoje, estamos todos cansados de algumas figuras, muita luz projetada em alguns tão rasos que dá até medo do resultado. De outra forma, a tua relação com os teus degringola assim num raio, um lapso. Dia desses, numa das caminhadas, percebi mudanças na face de alguns guris que andavam de skate, pensei, as crianças adolesceram, fazendo vaca pra comprar litrão de coca gelada, depois do suador do asfalto quentérrimo, o que preocupa é o derretimento não do chão que colore a cidade de hoje, mas das mentes que fitam sem cessar as telas dos tele móveis (dito assim entre portugas). Isso terá certas consequências que não podemos perceber, talvez imaginar; a mente é um imenso campo de especulação, depois que Einstein se foi, guardaram seu cérebro.. Algumas de suas ideias, doidas pra época, hoje estão encontrando graças à tecnologia avançada (para nós, lembre-se sempre disso, para nós, nesta janela de tempo). Anos-luz depois, recitamos poesia feita nos primórdios, nos encantamos com letra que fala de luz e estrela, que fala de amor e de guerra, da insana guerra, eterna, entre a consciência e a sobrevivência, e penso num lance: a que custo tudo isso? Pessoas construídas por catálogo, grifes tornando, tornando? Pessoas melhores, mais lindas e socialmente aceitas, a menina que traz um machado e quer romper a barreira do socialmente aceito é de alguma maneira melhor ou pior do que o hipócrita que ajoelha, faz de conta que ora e trabalha pra uma destas modernas seitas daee, que vendem sabão para purificar, vassoura pra varrer mal e outros que tais.. Muitas vezes usando os meios que aquele que açoitou os vendilhões do templo, mantêm.. Complicado isso, penso que serpentes sempre irão parir ovos, em qualquer tempo, cabe nos proteger e não cair nessa tentação da figurinha carimbada que dribla a ética, com aquela velha frase de antigo jogador do Tri Brasiliano, “gosto de levar vantagem em tudo”, por que narro isso? Porque, entre uns e outros, aprendi com meu Pai e com o Pai dele e assim por diante, que servir a um só senhor já toma bastante de nossa vã filosofia, e que sendo justo o nosso fardo, pode parecer menor, mas temos que carregá-lo com nossas próprias forças e não expropriando e explorando os iguais que passam por esta estrada neste hiato de tempo.. Existe um tempo para plantar e para colher, não se colhe fruto do trabalho de outros.. A Paga vem! Lembro que Hitler, Nero, Átila e Gengis Khan em seu tempo foram pessoas incensadas..”Mantenha a mente Quieta, a Espinha Ereta e o Coração Tranquilo” ..

Saúde e Sorte - Memento Mori

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