O Mais Lindo Acaso foi encontro inesperado!
Sexta, 11 de Março de 2016

Ouvindo Welcome to the Machine – Pink Floyd

De dias nublados aos ensolarados, dos encontros em calçadas, em horas cinzas, de caras amarradas, das surpresas que podem até passar assim despercebidas, e outras nem tanto. Sempre haverá, ou sempre houve, um link, um comentário, um longo olhar, assim amiúde, e ao mesmo tempo com novidade e respiração em suspenso. Poderá o olhar ser transparente como o da mordida do tubarão ou do crocodilo? Em veredas e esquinas, nas calçadas do sertão do meu peito insone, onde brota flor de solidão, que verte ora letra, ora sal, e mesmo desta forma, segue o caminho destes que tem que calçar as botas pra entender, e mesmo assim, ainda dá pra ver lua e estrela, porque em longas lutas se conhece o guerreiro, que se refaz a cada queda, a cada tombo, e vira semente e renasce num repente.. Dias de charla, de letra enviada, seja na forma de flor, de dobradura e de conceito, de lume, de música outra, de brinde e também de “bela frase”, todas as formas do mostrar, do tentar se importar, e sempre de forma incólume e translúcida, mas algumas vezes invisível, certo que não, mas essa parte não é lição, é caminho, tem muita coisa nas entrelinhas, algumas situações são como foto de sorriso, o da ventana, o da esquina, o de se guardar..

Imaginei um galope rápido de baio, raio, pela escuridão da vereda, ontem foi outra noite dessas, de visitas no país dos sonhos, e muitas figuras se mostraram, gente tua, imagino de outros séculos, e do lado num quarto te preparavas, na fina parede de madeira, na qual interagia com a voz rouca, com brilho nos olhos, engraçado, era interior, numa vereda e todos vestiam branco, e você estava em branco e amarelo.. Naturalmente sensacional. Deu pra perceber até teus cílios, como negras plumas, sem maquiagem, apenas assim, como no Egito antigo e no teu olhar cortante como espada sarraceno, penetrando em todos os cantos, cada vírgula, nada fica incólume, sim, percebi que nada é acaso, mais outra vez, nem o sonho, nem o bafo de Merlin que cobre como Manto os vales dourados pelo sol de minha terra, que ainda diviso, mesmo sob muito concreto ao redor, no entanto nada é decreto, afinal, somos seres uns de luz e outros de sombra, a sutil diferença se descobre na forma, uns escancaram como porta de olaria, e outros guardam o silêncio e as palavras, para que sejam ditas, assim, naquele repente, entre paredes finas de madeira ou de delicados ouvidos, ainda mais que fiquem gravadas, elas vão mostrando, pouco a pouco, como véu que se desfaz, como brisa que leva a neblina para outro ponto, e caminhando leve e lentamente, a luz difusa entra nos espaços bem guardados, nem sempre revelados. Posso até tocar teu silêncio!

E os silêncios dizem muito..

Saúde e Sorte!
 

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