Qual a tua janela?
Sexta, 01 de Abril de 2016

Ouvindo Zeca Baleiro e Fagner

Entre todos os silêncios, destes que nos acostumamos a tocar, no éter, do olhar, do sentir e do querer, uma pergunta fica sempre atual.. Qual tua janela? Ou seria ventana? Ela muda, mas não é como um trocar de roupa que conserva os beirais, daquele luar de sertão que dia desses clicaste, ou do fogo de artifício que tens no teu tele móvel, como sei? Sou bicho-memória, a do tempo, aquele que não se fabrica, ele vai curtindo como couro e couraça, a memória é antes proteção, sabemos que a cena não apaga, e sempre que lembramos, tem um efeito incrível.

Quem sustenta olhar? Quem é antes de tudo forte, verdadeiro e por que não dizer cheio de insanidade, existe alguns de nós que não se acostumam com isso.. O teor de mentes anoréxicas e que disfarçam muito bem, entre seus atos pensados e geridos lá na gênese, de golpes, por vezes ficam ilesas durante um tempo.. Por outras completamente perdidas entre trôpegas passadas, tem um mundo de iniqüidade e mentira nos lábios e nos olhos, quanto ainda continuarão a enganar? E a quem? Já sabem as estrelas do mal feito, da fraude, é só questão de tempo para a danação chegar. Pena? Dó? Nem pensar.. Planta tempestade e colhe o mal.

Descubro tua janela pelo olhar, a da alma que vez por outra transborda, e rola então água com sal, chove dentro, talvez seja forma de liberar a tensão do remorso de palavras não ditas, ou ao léu, como vento no lenço que insiste em vibrar com a coluna de ar de asas que insiste em não ver, percebe, o éter conta história e lenda, por vezes a fábula é apenas forma distinta de cantoria, de canto de seres tais, luminosos e que acompanham quem planta e semeia o bem, que tem sorriso franco e que tem abraço que completa. Conheço gente assim, guardo com carinho dentro da dobra, do olho, embora por vezes não perceba de pronto, mas na hora incerta, da madrugada vazia e insone, correndo o olho pela linha e vírgula escrita, em forma de poema, ou crônica, ou mesmo clique, por vezes escutando música, ou arranhando cordas de instrumento, que tange e faz carinho no ouvido, quase como o farfalhar de asas que conheço.

A curva ensina, traz peso e sinal, por vezes marcas, que pulsam imaginando a verve louca que brilha no teu olho e pede insistente pra sair, pra voar, preservar o silêncio é sábio, mas em alguns casos é demência, deixa fluir tua energia, canta em verso e prosa.. O que deixa inerte não vibra, não torna, não causa, a reação química mais natural e harmônica do mundo se dá de forma assim, no instante, preciso, em que a curiosidade, transporta muros e coloca pontes nos caminhos.. Seja o combustível, não a calmaria, dia desses, descobres!

Quem fala, pode viver.. Eternamente, quem cala, pode morrer num instante!

Saúde e sorte para quem faz.. a diferença!

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