Sobre Tempo, Espaço e Algo Mais!
Sexta, 08 de Abril de 2016

Ouvindo Darlin Muller – Fake Plastic Trees – cover de Radiohead - Na Minha singela Opinião, até melhor do que original. Bala Darlin!

Enquanto escrevo, encapsulo porções do tempo, em cada linha registros de cena e da imagem que tenho percebido, é da monta do bicho memória, ir percebendo.. Assim, aos poucos, troco letras e sentires, cada qual com sua intensidade variada, exatamente como percebo.. Ao escrever registro hiatos, passagem de areia pelos dedos. Em época ancestral Monge Luitprand inventou a ampulheta, equipamento rudimentar que fazia às vezes de relógio, Alberto Santos Dumont, o brasileiro Pai da Aviação, encomendou para seu amigo Lois Cartier um relógio que ele pudesse observar de maneira mais eficiente o tempo, estava inventado o relógio de pulso, sim, ainda pulsa.. Talvez as linhas escritas por cabeças barulhentas sejam guia, num caminho muitos são os ensinamentos que observamos e compreendemos, é indispensável usar a intuição em utilizar o aprendizado.

Por vezes a única forma de contar o tempo, mas não pessoas, estas não podemos sequer biografar, textos já tentaram, autores consagrados deixaram significativas lacunas.. Por quê? Pelo simples motivo que cada um usa a intensidade como dose, nuns venenos, em outros remédios.

Diferentes todos são, mesmo que combinemos aspectos como época, horário de nascimento e DNA familiar, olha pra tua mão e verá cinco extremidades, uma diferente da outra, como numa família, membros distintos.. Cada qual com sua forma de perceber, levar e encarar a vida.

Desta peculiar forma a história é contada, lembro que há muitas luas meu velho Pai dizia com um sorriso no canto da boca, a humanidade é assim, a metade fala da outra, e com seus olhos de um castanho esverdeado silenciava. Ele era de outra parte, a que silente observava, e foi exatamente ali que aprendi grande lição. Que casualmente encontro vezenquando por aee, quando as pessoas silenciam palavras e seus olhares gritam de forma que alguns percebem, os outros, bem, aqueles continuam a falar da outra metade..

Usa bem tua geografia, sei, existem algumas mais belas, com recantos de sonho, andares e siluetas que se aproximam de antigos Deuses, no qual o reflexo era por vezes mais imponente do que as ideias. É lindo de se ver, tocar, sentir, mas fica um vazio inexplicável, um oco, tipo zumbido em cabeça, não dos barulhos que estou habituado a ouvir das cabeças barulhentas, sim, por trás de geografias discretas, mas com olhos brilhantes, existe algo e é exatamente ali que descobrimos caminho, vereda..

Anda, busca incessantemente a luz nos olhos de quem!

Saúde e sorte, para quem faz.. A diferença!

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