O frio ajuda as sinapses a não surtarem.. Ou não..
Sexta, 10 de Junho de 2016

Ouvindo – Hoobastank – The Reason

Frio, rosto frio, pescoço gelado, em tudo há benesse.. Talvez este frio tenha vindo pra esfriar a cabeça, dar uma folga para as sinapses, não tem sido fácil, muita alteração, risco de bala zunindo na economia, na política e em muitos outros campos, cercam a intranquilidade, mudanças à vista, porque a prazo nem pensar.. A Vida tem dessas coisas, é constante rasgar e remendar, quando tá quieta, muito calma, até dá pra desconfiar.. Parece que vejo velho conhecido trocando as orelhas de ponta.. Como índio Xucro que não se amansa tão fácil.. E com razão. Mas o providencial frio (tem gente querendo meu rim do outro lado agora.. mas é verdade) todos temos milhares de coisas, e nestes tempos modernos, especialmente depois da invenção da trilhadeira, como diria o amigo, é tal de revoltério, muita coisa nova, e a instantaneidade é tanta que se sofre hoje de mal de visualização, imagine isso há seis anos passados.. Só seis, nem precisa ir aquém. Quais eram os modais? O que rolava em termos de comunicação e de sua tecnologia? Há muitas Luas, quando na cátedra, lembro de inserir um tema nas classes da URI das quais encontrei muita gente inteligente e que hoje estão bem, legal isso, era sobre as Ondas de evolução que tão bem foram descritas pelos Toffler, Alvin e Eidi.. “Os analfabetos do próximo século não são aqueles que não sabem ler ou escrever, mas aqueles que se recusam a aprender, reaprender e voltar a aprender“.. Desde a sua Terceira Onda que venho acompanhando os passos deste pensador.. Nossa cultura já passou por tanta traquitana que os museus mostram coisas que a moçada de hoje deve se perguntar: – Como é que os caras viviam com isso? Posso responder em parte: Muito bem obrigado, naquela fase, o ocaso era relógio, não, não tínhamos consoles de jogos, fui conhecer isso depois, bem depois dos discos de vinil de uma emocionante MPB e no mais dourado Rock’n Roll que se tem notícia.. Os trabalhos e a arte não tinham retoque, a coisa era no braço, e que braços conheci, gente talentosa que transmutava criatividade.. Mas tudo avança (Avança?). Em algumas partes, sou saudosista, especialmente nas noites em que observávamos o pálio, um Cosmo diverso, sem aquele depósito de lixo espacial que alguns de vocês nem desconfiam existir, até que o jornal da noite, numa quarta destas (as quartas como as sextas são especiais) em algumas delas ministrava quatro longos e divertidos períodos, é numa destas noites você ficará assustado com certa notícia que está caindo algo incandescente do espaço, com entrada espetacular e com uma pouco provável rota de aterragem..

Talvez, apenas seja mais outra daquelas coincidências não explicadas, negadas e esquecidas numa gaveta qualquer, como uma das aulas de quarta ou de sexta.. No entanto, faça o melhor, dia desses, quando estiver distraído.. Podes ouvir um Olá especial.. Então terá valido a pena, caída de asa que poucos percebem apenas os que fazem.. A diferença!

Saúde e Sorte!

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