O amanhecer no Centro do Mundo!
Sexta, 29 de Julho de 2016

Ouvindo Ana Cañas- Volta! – Rock’n Roll..

Disse dia desses para alguém muito especial que o amanhecer é uma das minhas horas prediletas, acordo cedo e pulo logo da cama, na maioria dos dias, existem aqueles que precisam da contemplação diversa, no moedor de carne que é feito relógio, logo são seis horas ou mais.. Neste instante, o céu tem janelas francas, o Arquiteto abre algumas, seus anjos marotos que esperam pintar obras são liberados e traçam rotas incríveis, tenho percebido muitos cromos, um após o outro, penso mesmo que existe certa disputa por lá, tem dias que o céu tem cores de Van Gogh, certeza que seu irmão Theo aprecia, noutros tal de Dali manda bala, espero pelo amanhecer de tempestades com trovões e relâmpagos, deve ser um destes loucos de escola moderna, tem alguns que conheço, dá pra perceber o traço, alguns é claro que serão mais práticos, com leves pinceladas mostram tal canvas que deixam o pessoal de queixo caído, outros trazem o “algo”, neste ponto separa-se o senso e inicia a viagem, é certo que existem mares celestes, tanto que para voar faz-se mapa de navegação, em outras eras a observação dos eventos gerava conhecimento, assim notamos que a Lua faz coisa, que existe a maré, que leva tanto tempo para gerar, em todo caso, é bom prestar atenção ao céu, ele é antes de mais nada mapa, como a palma da tua mão, que alguns singram tão á vontade quanto voam baixo em pensadas vassouras, usam algo diverso, sempre distantes do barulho normal que consiste basicamente em urros e flashes de colunas, as de plástico, não as que sustentam o pálio. Esta gente é diferente, nota-se a léguas, olham nos olhos, conversam sorrindo e estão habituados a levantar gente, destas que se espalha pelo chão depois de salto no escuro, vejo muito disso, saber alçar alguém do chão é arte, existem aqueles que fazem isso com tal classe e silêncio, que merecem mais do que medalhas, tenho certeza que todos nosotros temos afazeres, e nesta bagunça de diversidade precisamos de luz, de serenidade, alguns luzem com tal frequência que vão andando e levantando uns e outros, carregam cicatrizes, várias delas, mas tem tanto a voz, como o olhar de aurora, o mesmo que clico e envio no éter, no silêncio, que é como aprendi a trocar. Que minha linha e meu clique mostrem isso, por vezes empresto e em outras necessito do par de asas destes anjos marotos.

Saúde e Sorte – Ubuntu – Somos Um.

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