De Colores!
Sexta, 05 de Agosto de 2016

Ouvindo – Pet Cemitery – Ramones


Enquanto escrevo e ouço no rádio, até parece que voltei no tempo onde o Esmael e o Jorge comandavam pickups da então Legendária.. Passa solene pelo calçadão do Centro do Mundo, numa velocidade de contemplação o amigo gremista Jovino, o Binotto, em seu flamante Chevrolet cor de céu de brigadeiro, mas que no logotipo original traz vermelho cor da paixão, algumas coisas não alteram, este esforço que foi semeado por visionário, padre que montou no sertão, num lugar desabitado de almas, mas de exuberantes colinas (sete, como em Roma) a forma que o Filho do Homem ensinou, é verdade que como em qualquer um de nós tinha gente que não apreciava seus métodos, mas a semente em torno de um ideal ficou de forma indelével em sua gente.. Hoje ainda é difícil apenas colorir o que ele deixou de legado, por falar em cores, todos temos nossos tesouros, um dos que mais aprecio é a capacidade de doação em favor do irmão sem esperar nada além de gratidão.

Dia desses vi uma ação feita na pedreira, uma comunidade aqui do Centro do Mundo, onde moram muitas pessoas humildes, a maioria expressiva em casas de madeira, um pessoal daqui que trabalha na Cufa, fez importante esforço, juntou amigos e recursos e destinaram um sábado ensolarado para colorir as casas do pessoal, foram 45 casas, também foi construída uma lan house pública.. As casas foram pintadas num só dia, pesquisem Cufa no Facebook e encontrarão atividades. O Júnior é filho dos amigos Beto e Neide, que são “Estrangeiros”, mas que há muitas luas mora no Centro do Mundo.. Mostra que mesmo não nascendo num local, você pode, com foco e sentimento elevado, realizar muitas coisas boas. Afinal, talento deve ser colocado à prova. Sobre meu amigo Jovino, bem, falar dele é dizer que em suas veias corre além de sangue de boa cepa, certa quantidade de ferrugem, laço que une quem gosta de arte transformada em carros e pick-ups, apesar da paixão distinta na cor do futebol.. Eh Eh Eh.

Enquanto o glamour do mundinho de plástico pede Chandon’s, fico com a cristalina e silente arte de fazer o bem, não importando a quem. Não que o vinho e suas borbulhas devam ser esquecidos, apenas existe um tempo pra tudo, em primeiro lugar, se coloque no lugar de quem passa por certo aperto, calçar as botas do outro pode mostrar o quão penoso está sua trilha..

Ubuntu – Somos Todos Um!

Saúde e Sorte!

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