O vidro verde da garrafa!
Sexta, 26 de Agosto de 2016

Ouvindo Lanterna dos Afogados – Paralamas do Sucesso

“A Verdadeira Coragem é ir atrás dos seus sonhos mesmo quando todos dizem que ele é impossível”, Cora Coralina.

Em todas elas podemos ter enigmáticos líquidos, de cores diversas, sabores tais que de doce a acre fazem fileira, podem também depois do uso servirem de nau para cartas, avisos enigmáticos, pedidos de resgate e até mesmo bilhetes com improváveis mapas.

Não acredite nas de cor escura, turvam o olho e escondem o conteúdo. É embuste. Tudo que está claro e se revela te deixa escolha; as turvas não, são especulação, jogo de chances. Pode dar certo, mas tem alta possibilidade de dar erro.

Nas entrelinhas alguns escrevem muitos mapas mentais.. uns e outros percebem, mas sempre terá o cara que irá traduzir na dura forma, sem balanço, uma chatice. Sempre admirei os esquivas, canhotos da vida, que guardam posição, mesmo contra tudo e todos. Procuro sempre ler e ouvir o que dizem mesmo alguns muares e seus relinchos alimentados a achocolatado em coluna social aqui e ali.. a Diversidade tem disso e, por razão do comprimento do olhar e do ouvir, pessoas de olhar longo são mais tolerantes, aguardam um tanto para externar sua percepção. Claro que podem equivocar-se, pois somos todos tais, mas pelo passo em que seguem têm tempo suficiente para não cair em armadilha de consumo, nas prateleiras da moda (pessoal que trabalha com isso, por gentileza, saiba interpretar), não essa de criativo reinventando aquela de boçal cópia e juízo.

Entre os tons de verde, sempre existirão aqueles próximos de esmeralda e os de sílica já usada na vasilha de um gato vadio, saiba interpretar.. não que o gato tenha que ser, ao contrário, são tão diferenciados que já pararam batalhas em culturas ancestrais, não soube de nenhuma outra espécie que tenha realizado isso.. mas é pra quem tem colchão entre as orelhas, talvez seja outra daquelas máximas de padaria, que, como jabá, um manco aee irá repetir como papagaio de pirata, aquele que come milho que outros plantaram e que arrota caviar..

E para não dizer que não falei em flores, este é o último fim de semana de agosto, certo que, neste ano, a travessia muitas vezes está dificultada por issos e aquilos, não nos tolha a visão de outra tonalidade deste atlântico, ou de um verde esmeralda, ou de azul da safira, nestes tempos de cliques, tenho preferido o matiz caboclo das auroras e pores de sol do centro do mundo.. por vezes, o olhar para dentro desperta a procura pelo horizonte de nossa utopia e nos faz mover em direção ao sonho.

Saúde e sorte! Observa o que não digo! * Se necessário tradução, nas entrelinhas está a fonte, mergulha..

Comentários