Visto Negro!
Sexta, 16 de Dezembro de 2016

Ouvindo –Misplaced Childhood -Marilion

De Negro termino este período, por muitas razões, entre elas o descaso de poderosos com a saúde e a sanidade de seu povo. Mais interessados nas benesses do poder, com títulos que emprestados pelo povo, tornam feudos, capitanias hereditárias de desgraça e horror, onde morrem crianças, jovens e velhos em macas, nos corredores infectos de casas de saúde que deveriam acolher e resguardar não o lucro das máfias que sugam os recursos dali como vampiros, que descontentes chupam até mesmo pequenas migalhas dos bolsos desta brava gente em taxas e tarifas. Das razões vastas e descobertas pouco a pouco, também é o descaso outra vez que governo após governo trata a educação e os nobres professores, com salários esmagados, esfarelados e parcelados que quando cai na conta em instituição do próprio estado é aviltada com taxas e descontos de forma efetiva, na qual não existe a mesma regra ou cobrança de forma parcelada e com juros assumidos pelo mau gestor que tem sido o estado.. Sim o luto é coletivo, não pela perda de ente querido, mas pela gestão decrépita que o estado vem sofrendo ano após ano. Quando os ventos de mudança sopram do mar para terra, vêm carregados de forte frio, que congela os corações, os nervos já fragilizados e neste balanço em que o minuano faz em nossas janelas e portas, o uivo é substituído por triste ganido, como se fosse um combatente clamando pela vida de uma das trincheiras a descoberta e sob cerrado fogo. O Estado inchado de cargos e penduricalhos, nos quais cada um que passa deixa galho de “gente sua” ao longo dos períodos fragiliza e detona com os bolsos já rotos de um governo que cria a cada passo taxas, tarifas novas e como algoz espera que os parcos recursos do povo que ainda luta, porque não se entrega, mas sofre, está na hora de tirar benefícios indevidos, fiscalizar amiúde os gastos desta gente, reduzir o tamanho do erário eliminando ineficazes feudos deste e daquele setor. A necessidade de efeito pós-guerra nunca foi tão aparente, e a guerra é esta, eliminar desperdício e gente podre que hora se esconde com máscara que se renova. Vejo isso inclusive na cor da minha farda, que neste ano fatídico que termine com saúde e um olhar de esperança ali depois daquela curva, que este ano perverso que levou tantos nomes, não leve a esperança dos olhos de nossa gente. Continuaremos no bom combate, contra tiranos, contra quem usa a fé como escudo e por trás dela comete atrocidades, que vende benção em gotas a preço de ouro, ta na hora da faxina, ampla e irrestrita. Não aceito menos que isso, imagino que a humildade de Francisco de Assis, possa naturalmente reger esta mudança, penso que a humildade sempre será o primeiro degrau e, o mais sólido deles todos. Coloque em ação, com calma, mas de forma firme e contínua, porque é exatamente quando nos distraímos que a tal de arrogância e a prepotência colocam tudo a perder. Já vimos outras vezes isso.. Nesta e talvez em outras vidas..

Abraço Que Tudo Pode!

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