O tempo de quem esquece
Sexta, 20 de Janeiro de 2017

Ouvindo Then I Close My Eyes– David Gilmour

As mãos em formato de garra em algumas espécies são sinal de evolução, em outras, pura constatação de caçador. Durante algum tempo, somos crentes e nos engambelam com postura e discurso. Com a curva do vento, passamos a pesar atitudes, em clara alusão, não ao teatro do absurdo, encenado entre gente próxima. Por vezes a cultura de tela e microfone cria tais bestas, se procriam causando comportamentos tais. Entretanto, o olhar longo separa joio do trigo. Percebe-se que a meta não é apenas objetivo que se deva alcançar pisando em tudo e em todos, deixando um irracional desejo de aceitação ser maior que o de ser boa gente. Tenho visto cada naba que se dá bem financeiramente (e creia, muitos de modo escuso) lutando por posição em castelo social inventado, que me choca ter percebido estas pessoas como humanos em outras ocasiões. Talvez percebam (como já presenciei) poderosos trocarem tudo e mais um pouco por um facho de saúde, de tempo para viverem com os seus em paz e harmonia. Shakespeare eternizou Henrique Oitavo na célebre frase “Meu Reino por um cavalo”.

Os Sinais estão aee, aguça teu olhar e sentidos e perceba que somos TODOS tais e quanto é tola a forma de crescer sem “SER e ESTAR”. Ninguém lembra ou tem boa memória de boçais, é impressionante a velocidade do esquecimento público, histórico de figuras como estas.

Está principiando o ano, este terá certamente mudanças expressivas, façamos parte de tudo isso, nos é dado outra oportunidade. Altera e aguça teus sentidos, o ouro brilha, mas não salva, existem coisas mais valiosas em tua existência, descubra-as em tempo de se tornar memorável.

Esta canção de certa forma imita as ondas do mar, do oceano que está dentro de cada um de Nosotros.

Quem viveu verá...

Abraço para os Bons!

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