Quem muito ganha, sempre esquece
Sexta, 24 de Fevereiro de 2017

Ouvindo Cold Play- Clocks

Os mapas sempre mostram caminho, existem gentes que não valorizam, aliás, pouco sabe além da conta das horas vãs que tem no dia, como se possuir, ter, fosse diferencial, já vi de natureza vingativa, que passa, não deve ter memória ou teme com todas as forças revivê-la, vi isso em política, educação, entre algumas amizades, que claro não eram assim “tão amigas”, li nos livros de história, nas lendas da Grécia antiga, em alguns contos alemães, nos das terras dos faquires, entre os otomanos que quase colocaram a história de Bizâncio no lixo, pois é isso vem por mar, entre a bonança e tempestade, volta e meia aparece e deixa o veneno da picada, como toda peçonha. Há alguns famosos que tanto fizeram que ficassem eternos, mas como nabas, acho mesmo que esta fama ninguém ainda quer, mas os que rastejam esses quase sempre levam. Recentemente percebemos isso na política, quer dizer, sempre soubemos, ou talvez desconfiássemos, agora nada mais assombra, pelo menos lá na antiga cortina, a de ferro, os algozes são classudos, matam com chá (polônio), aqui são ainda mais desalmados, assassinam reputações, sonhos, amizades e talvez até mais. Pensei na Lenda do escorpião e da rã e cheguei à conclusão que não se muda a natureza das pessoas, especialmente as “esquecidas”. Para cada dedo apontado em julgamento outros três estão voltados para o acusador.. Deus nos mostra aos poucos quem está conosco, especialmente na hora do pega pra caput.

Sobre as velejadas que trazem este e aquele, já vi forasteiro se criar, já vi destronar, já vi se perder e tentar vã vingança, quem observa descobre antes, como jogar xadrez, desde os oito anos, aos poucos conhecemos as peças, os movimentos, até mesmo as notas em falsete de clarim antes de premeditada batalha, sempre estará lá, a porção venenosa, quando os movimentos ficam mais céleres, falta ar, enchimento mesmo, aperta e esvai feita espinha adolescente, mas existem outros movimentos estudados, que se criam em espaço de círculo do mármore, mais abrangentes, talvez regados a uma ou outra bebida cara, com requinte que não existe, como o andar desengonçado em salto inapropriado para o terreno, entre eles a nação inteira, com fichas assinadas e tudo, se espalham como fogo em palhada seca, consomem grande energia e recurso, mas conseguem, no entanto seu objetivo. Quando passa ainda serve, mas já não alivia mais a sede de poder, esta é sede imensa, ou do escorpião ou de seu criatório.

Nos sete círculos do poder não são admitidos pessoas de olhos brilhantes, aqueles que ajudam que transferem, lá apenas outra assinatura, outra liberação, direcionada para a perpetuação de seus tais, exatamente no mármore. Talvez o verdugo, o carrasco que irá lançar mão da corda que prende a guilhotina pare a tempo, ou não, irá depender de outra revelação, quem sabe outro projeto.. Ou a conversa que pode ser ou não gravada.. Neste ambiente existe muita peçonha, e muito rancor, daqueles que não dependem, nem de ego, nem do ter, apenas são seres livres com o SER.

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