Sobre aniversários, pioneiros, homens e mulheres que fizeram Frederico Westphalen
Sexta, 03 de Março de 2017

The Buggles - The Age Of Plastic

Sessenta e duas primaveras. Entre idos e vindos, muitos, alguns que não deixam sequer lembrança, quanto mais saudade. Outros, pelo contrário, trazem lembranças seus feitos e tudo aquilo que construíram, muitos de forma silente e anônima. Das coisas que se ouve o povo contar, falar sobre isto e aquilo, é interessante, porque estou acostumado a conversar com pessoas mais velhas e isto se dá desde minha infância. Uma forma de me relacionar com o todo e, como minha família sempre correspondeu aos amigos e conhecidos, pois estes são exatos os anos que meu pai iniciou seu trabalho como empresário, no mesmo ano de fundação do município. Vai passando o tempo e o caronte leva um pessoal que conheci. Conversei e soube de coisas que carrego na memória, e sempre que possível escrevo sobre isso. Uma das mais belas atividades realizadas por aqui foi a Comenda do Barril, fruto da indicação do vereador à época Jayme José Locatelli, uma pessoa que enxerga longe. Assim como ele, muitos foram os que trabalharam silenciosamente, muitas vezes tirando recursos do próprio bolso, isso quem nos legou como ensinamento e matriz foi o visionário Mons. Vitor Battistella, quem também em vida teve alguns percalços, muito em função de sua intensa atividade. Neste ano estou levantando bandeira de falar mais das pessoas que passaram, alguns simplesmente caem no esquecimento e como diz o pensador e escritor de livros didáticos Elian Alabi Luci (que tenho certeza de que muitos dos que estão lendo tiveram seus livros na escola), Conhecer a História para Entender nosso Tempo.

Foi desta forma que a humanidade espargiu e manteve conhecimentos, o que não dá é simplesmente esquecer esta parte, ou porque atualmente a cultura do selfie é mais interessante. Dar subsídios para o pessoal mais novo conhecer a história é valorizar exatamente os trabalhos comunitários feitos por este pessoalzinho que simplesmente colocava a mão na massa. Colocar medalha no peito de um ancião é honraria nobre, talvez como a genuflexão que o rei do Japão faz para um professor, por exemplo, cultura, aliás, não ocupa espaço, nos deixa mais humanos, menos afeitos aos soluços de ego, que nós simples mortais estamos tão facilmente acometidos.

Vamos rever o nome de pioneiros e dar-lhes o merecido direito a terem seus nomes grafados em ruas e logradouros de nossa cidade, sem necessidade do sempre embate entre a dualidade aquela de maragatos X pica-paus. Num passado não muito distante, os nomes eram de fio de bigode ou de cílio (para as mulheres), existia um comprometimento com o futuro do município, creiam, muito de nosso progresso (e aqui podemos encher o peito de alegria) foi realizado de forma silenciosa como um rio, que enfrenta seu curso e ganha a liberdade de desaguar no mar ao final de sua jornada. Podemos nos espelhar em cidades maiores e mais velhas, que não exageram nos numerais para batizar ruas, e que esta matéria seja definitivamente incluída nas séries fundamentais no ensino da cidade, porque lá meus amigos, eles são puros, não estão carregados, nem com o veneno da peçonha, tampouco com o fascínio do Narciso pelo próprio reflexo no espelho.

A ideia é pública e sugiro um movimento global da Câmara de Vereadores, sem necessidade de existir “pai da criança”.

Saúde e sorte, aos bons!

Comentários