Sete de março
Sexta, 07 de Abril de 2017

Ouvindo David Gilmour - Red Sky At Night

Nesta data em 1806, Alexander, o Graham Bell, patenteou o telefone.

De lá pra cá, muita coisa aconteceu, inclusive foi num destes dias que o império romano (Constantino) decretou o domingo (trezentos anos depois de Cristo) como dia de descanso no império, portanto, tenha atenção aos sete de março. Ou seja, as coisas acontecem, ou são causadas. Que a humanidade mudou através do fone é inegável, diria que hoje ele não sobrevive sem este invento, passou a ser console de aplicativos, tendências e programas, muito além do tradicional “alô” (“hello” na primeira palavra pronunciada nele por seu criador), a instantaneidade do mundo moderno é tanta, que de um continente a outro, não importando a posição dos ponteiros (ou dígitos) do relógio, a comunicação é franca e direta. Os contatos que antes demoravam e seguiam périplo com tal diversidade que assustava, em nossa região, escutem as histórias do pessoal com a prata no cabelo, percorriam duzentos quilômetros para conseguir falar com o setor empresarial do centro do país, São Paulo e Rio de Janeiro eram pontos distantes não apenas geograficamente, tecnologicamente. As mudanças ocorreram por aqui de forma tímida e se deu pelo estado. A cidade de Frederico Westphalen (imagino que as outras também) cederam terreno para que a Companhia Rio Grandense de Comunicação instalasse o prédio da primeira central de telefonia automática do último e esquecido pedaço de solo gaúcho. Na época, um ano anterior ou coisa assim, o pessoal atravessava a ponte e chegava à Santa Lúcia (povoado na época, o primeiro da Santa e bela Catarina) para realizar contatos, antes disso só em Cruz Alta (a do Érico, o Veríssimo), tempus fugit, estudar fora, coisa habitual na época, aqui ainda não havia a bela proliferação de cursos que (benza Deus) hoje existe; uma ligação para casa, para acomodar o coração sempre sobressaltado de mães e pais (acredite, eles também sentem...e muito, bem, uns demonstram outros vertem água em canto escuro, fruto de anos da terapia de que homem não chora..), aquele “alô” era precioso e bálsamo para qualquer dos lados, mesmo que as asas estejam alçadas, quem sabe que sangue não é água reconhece isso, de longe... Os contatos se davam de forma de filas intermináveis em poucos orelhões, a telefonia sofreu um avanço considerável, a comunicação nem tanto, por quê? Talvez porque tecnologia envolve mecanismos, programas e loops que resultam em arcos que vão de ponto a outro, respeitando condições preestabelecidas, a comunicação também é estudo, porém, tem componente extra e complicadíssimo o ser (nem tão humano assim, em alguns casos) que prescinde (na teoria) de escuta, cognição e retorno. No meio deste caldo, existem as emoções que interferem (algumas ferem mesmo) na capacidade do indivíduo em interagir... Tem gente que não ouve, apenas escuta para responder, não processa, é em alguns pontos casos de estudo, pois nesta parte a peça do outro lado apenas percebe o que quer, muitas vezes é alta a barreira de entrada, nem adianta tentar... Ligação perdida, burn out. Talvez a tecnologia se alie à ética e a cortesia, será imensa os avanços neste caso. Por enquanto, trate de criar você mesmo que lê estas condições. Muitas vezes ser contrariado é fato para crescer, como a semente que cava mais fundo em busca da água e do alimento. Acredita no teu sonho. E realiza. Talvez uns e outros - a interferência que ouvimos é apenas outro pedregulho e, deve ser contornado para atingir a meta.

Sorte e Saúde, aos bons!

Comentários