Mães são criaturas sagradas
Sexta, 12 de Maio de 2017

U2 - Love Is Blindness

Em todo o sempre, os homens (até mesmo o maior Deles) nasceram de mães. Com o tempo, o homem foi entendendo o significado de palavras como vida, geração e sagrado. Nem todos, é verdade. Existem órfãos de mães vivas, gente incapaz de sentir, apenas ódio transmuta em suas veias, esses pequenos demônios que assombram vez por outra o planeta... Mas, a grande maioria deles sabe exatamente quem os pariu, gerou e criou... Existem muitas histórias, fatos e eventos que são tão importantes, mas homem que se preza , sabe que o nascimento é uno, nada existe de igual, vi muita coisa nessa vida, mas ainda não tudo, e me emociono com cada bebê que nasce, sei, isso é de cada um, uns mostram, outros, no entanto, escondem atrás de muros de falso brilho. Neste segundo domingo de maio, no Brasil e nos EUA comemora-se o dia delas, das que, em noites insones, embalam cria com febre ou qualquer outro desconforto. Que olham por certo bravas o longo corredor na espera do clique da maçaneta, em que os rebentos voltam de noitada, meio trôpegos, mas ainda suas crias, mesmo que melenudos e barbudos, é assim, dia desses presenciei cena, gravei e voltei a lembrar na hora insone da madrugada, que é onde os sonhos se escondem disfarçados de insônia, refleti e cheguei a essa conclusão, seremos sempre filhos por mais que a matemática das estações avance. Lembrei das mães sírias, lembrei da loba que amamentou Rômulo e Remo, lembrei das mães solteiras que nosso grande homem Papa Chico resgatou aos olhos de uma sociedade hipócrita e desumana. Mãe é amor, tanto que, em português, a criação da palavra prescinde de apenas uma letra... Sim, são turronas elas, cobram e executam, mas ao certo algo em sua intuição lhes diz isso, controle nenhum à distância faz isso, sentem, pressentem, são alegorias de bruxas, seus caldos e elixires curam tudo, de pereba a quebra de encanto no coração. E sempre tem um lugar extra, sou prova viva disso, tive muitas mães, madrinhas, avós, tias, mães do coração, algumas já não habitam este éter e, tenho certeza que ao longe enviam benesses, seja em pleno luar, ou em rastro de estrela. Sou filho de uma grande mãe, também mãe de muitos, de gente que hoje telefona pra ver como está, gente de muito longe, pessoas outras que pouco conheço, que em sua peregrinação encontrou, acolheu, aconselhou, deu risada junto, orou, torceu, enfim conviveu... Aprendi desde muito cedo com minha vó Maria a não ser ciumento, a nada leva, só fragiliza laço. Não é simples ser filho de uma mãe assim, do alto de seus atuais 82, ainda dança rock, dia desses andou de moto com um amigo, numa dessas grandes para assombro da carolice, toma cerveja, e faz prece, acredita no sonho e acha que tem que ganhar uma loteria mediana, pra ajudar quem precisa, talvez seja escola para uns e outros, ou seu brilho incomode outra gente, que se fia em vã e vulgo metal. Tenho certeza que este brilho você que me lê irá encontrar em sua mãe, vai lá, e dê um grande e demorado abraço nela, e, se estiveres longe, do outro lado do mundo, faça que ela saiba que você a ama, com frase longa e suspiro demorado. Um grande beijo pra você que é mãe, de um, dois ou de muitos. Tenha certeza que homem de verdade sabe e reconhece teu valor. O resto? É filho de chocadeira.

Abraço que tudo pode!

Saúde e sorte.

Comentários