Entre o Carlo Collodi e os políticos brasilianos até os dias de hoje.
Sexta, 19 de Maio de 2017

Ouvindo Legião Urbana – Índios

Pinóquio sempre foi um conto infantil que mencionou alguns aspectos da vida humana, é claro que com certa magia, o autor Carlo Collodi, em julho de 1881, publicou, na forma de contos num jornal, (Giornale per i bambini) as partes conforme iam sendo publicadas causaram enorme sucesso do então conto “storia di um burattino”, a sacada de Carlo foi exatamente à transmutação do desejo de um filho do marceneiro Gepeto, dá muito pano pra manga... A história envolve a universidade do crime, cujo mestre maior era o João Honesto, na infância, o conto de Pinóquio serve para mostrar alguns detalhes para a moçada que estudar é bom, mas com os mestres certos, os regulares, a trajetória do conto também envolve magia, com tal fada azul, que torna o boneco de madeira em ente vivo, hoje poderíamos colocar a psicologia a serviço e nos auxiliar para mostrar o desejo de um filho de um velho senhor, imagino que seu afã deveria ser á época ensinar seu ofício ao filho, sabemos que nesta época era normal os filhos seguirem a profissão dos pais, havia poucas escolas e a especialização era transmitida dentro do clã, se pedirmos auxílio da filosofia, viria à transformação do ser em humano e entraríamos em um enredo de filhos adotivos, mas a época é outra, a sociedade se transforma com rapidez, mas ainda carrega erros do passado que não foram purgados de forma adequada, muito em função do desejo desmedido, a fim de conseguir o que se quer a qualquer custo, inclusive de forma vã, falsa e enganatória. Aqui entra a figura má do conto, o vilão, tenho certeza que entre as hordas que aviltaram a classe política brasiliana teríamos muito “João Honesto”, aliás, o contrário seria uma minoria patética em número e voz. No teatro moderno, cheio de efeitos (1968 Walt Disney) popularizou o conto de Collodi... Tornando os personagens famosos a nível mundial, ali existe um colorido que transforma os erros e acertos de personalidade humana... Para quem duvida (aqueles que têm bom senso) desta corja, pra dizer pouco, classe que se tornou espúria e nefasta a saúde da nação, abdicando de qualquer tipo de senso, apenas amealhando a brasa para seu assado, ignorando o futuro do país. Desvios bilionários, confortos desmedidos, carros oficiais (muitos deles) sem custo, nem geração de impostos que são espalhados as toneladas entre o povo servil, benesses ad eternum para gente sua, sem quaisquer prazos ou qualidade de serviços prestados ao povo que lhes paga, regiamente. Se nos aventurarmos nesta época, o Brasil tinha cerca de 300 anos de “descoberta”, a corte portuguesa desembarcava na Baía de Guanabara para fugir de Napoleão, na Itália, estavam em pleno curso as batalhas pela unificação, Goethe editou Fausto, foram abertos os portos às Nações Amigas no Brasil, e foi criado um banco por aqui, como se vê, aconteciam várias mudanças em nível de mundo. Teríamos a opção de fazer nascer uma grande nação, como sabemos que somos enquanto povo, o problema foi exatamente as divisões que foram concedidas, num vasto território habitado por fauna e flora exuberantes e com as etnias indígenas, com crenças e costumes e leis diversas das “ditas civilizadas”, dali em diante, foi o que percebemos em histórias, livros, contos e prejuízos contados desde o início.

A política do toma lá, da cá, experimentada por D. João, certamente para pagar apoio de tropas das mesmas “nações amigas”, patrocinou empresários ingleses, entre outros, “pequenas” porções de terra e, logicamente, influência na corte. Sem falar os degredados e espúrios enviados a então colônia Brasil, desde 1500... Vinham para cá como castigo... Longe da corte, impura e infecta. Acho que está mais do que na hora de reinventar, com regra clara, cadeia paga e, se for o caso, paredão com bala cobrada.

A Universidade do Crime narrada por Carlo Collodi se encontra hoje instalada por aqui, inclusive com todos os níveis, da pré-escola ao pós-doutorado. O que tem de nariz crescendo...

Saúde e sorte, aos bons!

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