Baile de Máscaras
Sexta, 01 de Novembro de 2013

Quantas vezes pensamos que tudo será bom e maravilhoso, que estaremos sempre juntos e, quando jovens, pensamos exatamente assim, tudo fica bem, algumas rezingas e reclamações e depois conseguimos controlar o ph da mistura chamada vida.

Pois é. Tenho refletido e hoje é um período de reflexão, estamos entrando em mais um dia de reverenciar os entes queridos que já não têm presença física entre nós.

Muitos deles se foram ainda jovens, para nossa tristeza imensa, parece que nada preenche este vazio, sei exatamente como se sente, cada um de vocês que engasgaram nesta parte do texto, mas a vida continua, ela é dura e nos põe à prova a cada curva, como se medisse nosso grau para perceber se somos diamantes ou imitações. Acompanho assim de longe a história de muitas pessoas, umas próximas e outras que por respeito e discrição, com um reverencial espaço, vejo seu soluço contido, um derramar de lágrimas em hiatos que tanto podem ser frequentes ou medidos.

Na maioria delas o período de luto varia, de acordo com cada personalidade, quando relembramos alguém que passou feito um meteoro por esta existência, mesmo que vivamos mais de cem anos, ainda será curta, mas é uma passagem, nossa condição de humanos deve ser encarada como trabalhar e desbastar uma pedra imperfeita e transformá-la em uma superfície lisa e uniforme. Neste baile muitos utilizam fantasias, uns de seus “alter ego” outros de super-heróis e enfim temos pierrôs e arlequins, mas tem colombina sim, estas flores que estão machucadas e tristonhas, por não perceberem mais aqui junto seus queridos, irmãos e irmãs, quando perdemos alguém não importa quem é, isso machuca, e muito.

Precisamos do bálsamo dos abraços de amigos, da oração, da prece e do recolhimento. Precisamos crer no divino, no etéreo, no intangível e no intocável. Certa vez disse que quando isso acontece é porque nos tiram as asas, nos deixam mais rudes, mesmo dóceis, podam um sentimento de imortalidade que trazemos n’alma!

Nesta curta passagem precisamos cultivar mais nossas verdadeiras amizades, não importando credo, tez, formação e principalmente os “teres e haveres”, para acalentar o sonho juvenil que fala de verdade, olhando nestes maravilhosos olhos coloridos do pessoalzinho biruta, que por vezes levita ao nosso redor, orbitando, estrelas fugazes, porque, realmente isso é o melhor da condição humana, não sabemos quando, nem como iremos partir, por aqui, deixarás apenas o bem que fizerdes, e é exatamente por isso que os nossos fazem tanta falta..

Afinal, seria muito desperdício de energia não relembrarmos os bons momentos, festas, a alegria contagiante de alguns, a profundidade de outros, a vivacidade e a honradez de cada um deles. Só não vale pensar em falta de oportunidades para dizer a cada um que os amamos por eles serem exatamente assim. Portanto, aproveita aí teu tempo e manda bala! A vida meus caros, não deixa brechas para voltarmos alguns segundos atrás como uma tecla rewind para falar “Bah, te curto pra caramba!” Isso só acontece ao vivo! CARPE DIEM!

“Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria” Khalil Gibran.

Saúde e Sorte

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