Povo que tem memória é um perigo!
Sexta, 30 de Junho de 2017

Ouvindo The Pros & Cons To Hitchhiking – O Disco Todo – Roger Waters

Ainda não conseguiram terminar, depois de quase seiscentos anos de desmando e saque no país continente, a terra onde tudo o que se planta dá, a melhor constituição de natureza de todo globo terrestre. Podemos ler muitas definições. Também é verdade que por aqui passaram os piores governantes, os mais mal intencionados, que inventaram doença nos moldes do cancro, que é o jeitinho, com ele subjugam a Nação de gente do bem, de sangue bom, povo cordato, criativo e lutador.

Estamos à beira do terceiro impeachment presidencial da história moderna da república. Em todos eles os atores são velhos conhecidos, políticos velhacos e demagogos. Depois do período de ferro que passou a República se travestiram de democratas e fincaram as garras (e raízes) ainda mais fundo no solo do planalto central, que já no seu início, quando Kubitschek de Oliveira transferiu a “corte” das areias da Guanabara para o cerrado, será que o dos cinquenta anos em cinco, imaginou que iria deixar os mamadores da imensa vaca de divinas tetas por ali, num refestelar em areias e águas paradisíacas? Deve ter pensado, prá lá não seguem, lá é seco, quase semi-árido. Quem venceu o concurso foram dois imensos brasileiros, Oscar Niemeyer e Lúcio Costa, que criaram cidade que virou patrimônio da humanidade, a cidade não à parte de parasitas que lá habitam de terça a quinta-feira. Sei, tem muita gente boa lá, conheço vários amigos e conhecidos, não generalizo, mas a concentração de caco é algo. É um balcão de negócios bem pior do que aquelas banquinhas de camelôs, onde tudo é falsificado, mas a garantia soy yo, é contra-senso pedir humanidade em tipos assim, não interessa que o Chico está ali na fila sem as mínimas condições e que é um cidadão brasileiro, ou interessa mais a parte da foto, com algum figurão destes que mama de teta em teta, até ficar bem roliço e ainda escolhe uma tetinha pra deixar a descendência. Quem não vive das benesses sente asco. Tenho uma família inteira de amigos, daqueles que são irmãos separados no nascimento e, numa destas conversas, me confidenciaram há muito tempo, o emprego estava difícil e tal, mas o pai disse ao filho: jamais aceite qualquer coisa de político, mesmo que você respeite a linha de atuação dele. Possivelmente um conselho de gente que viu muita coisa na vida, muitos anos depois, numa conversa na roda do chimarrão, lembrei desta parte, senti um olhar satisfeito e honrado como sempre no olhar. Escolher o lado certo da coisa é coisa de caráter, de formação, quem tem isso no cerne da família sabe. A corrupção está por aí há muito tempo, tenha certeza que não chegam propostas em qualquer ouvido, você que lê e tem orgulho de sua gente, saiba que o lado sujo da coisa é a menor parte, do outro lado existe um mar de gente que não aceita isso. A generalização é burra, sabemos que nem todo político é desonesto, mas uma grande parte do que está aí é já provado de tantas formas que filmes de comédia não teriam essa criatividade, o que deve cessar é a impunidade, e, num país onde policial só pode atirar em bandido depois de alvejado, a piada já está pronta. Leis descabidas, numa sociedade doente, não se podem deixar este tipo de coisa acontecer, espaço para todos, controle público decente, como aquelas vezes que o pai faz o menino (a) devolver o brinquedo que pegou “por engano” do colega. Talvez seja o caso, devolva o que surrupiaram, às claras, dinheiro público deveria ser sagrado.

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